Para indústria, reajuste do mínimo regional vai ter impacto negativo
O governo do Estado encaminhou à Assembleia Legislativa o projeto que prevê reajuste de 9,6% no salário mínimo regional em 2016. O mínimo regional tem cinco faixas salariais, que atualmente variam de R$ 1.006,88 a R$ 1.276, de acordo com o segmento profissional. Com o reajuste, as faixas ficam entre R$ 1.103,66 a R$ 1.398,65. O valor incide sobre o salário de categorias de trabalhadores que não têm convenções ou acordos coletivos e aqueles que vivem na informalidade.
A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul – Fiergs se mostrou contrariada com a proposta, tanto, que além de não querer o reajuste, pede que o piso regional seja extinto. O aumento do mínimo regional impacta o empresariado como um todo, mesmo estando abaixo da inflação, de 10,6%. Ao mesmo tempo, os empregados se mostram insatisfeitos, pelo reajuste ser inferior ao nacional.
Para o vice-presidente de Indústria da Acisa, Vinicius Roso, este não é o momento de se aumentar os custos no setor e um reajuste pode ocasionar impactos negativos.