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Tecnologia

Para evitar ser hackeado, especialista pede cautela com aplicativos que acessam dados do telefone

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

A investigação sobre a invasão de telefones de autoridades, entre eles o do ministro Sérgio Moro e do procurador da República, Deltan Dallagnol, revelou que centenas de celulares foram hackeados ou sofreram tentativas de hackeamento, em uma ação que foi além da Operação Lava-Jato.

Estes criminosos atacavam tudo e todos, ninguém estava seguro, nem mesmo pessoas do alto escalão do governo.

A Uirapuru conversou na tarde desta quarta-feira (24) com o coordenador do curso de ciência da computação da IMED, Marcos Roberto dos Santos.

O coordenador alertou que ser hackeado é mais fácil do que muita gente pensa. Há várias formas de ter o telefone ou o computador invadido.

Conforme ele, o maior risco está nos cliques em links recebidos no e-mail do celular ou até mesmo por torpedo. Ao clicar nestes links, pode-se dar uma autorização para programas se instalarem de forma silenciosa e roubarem senhas, dados e fotos.

Outra forma de ser hackeado é pela conexão wi-fi de algum lugar desconhecido, onde é preciso clicar em formulários para haver a conexão.

O coordenador Marcos Roberto alertou que o usuário deve usar senhas diferentes para cada dispositivo ou rede social e explicou que usar a tecla de “espaço” ao definir uma senha ajuda a tornar a combinação mais eficiente.

Falando sobre aplicativos, como o “Faceapp”, febre recente, que causa envelhecimento em fotos, o coordenador Marcos Roberto alertou que é preciso desconfiar sempre quando pedem autorização para acessar contatos, localização e demais dados.

A recomendação, segundo ele, é sempre baixar aplicativos de lojas confiáveis no próprio aparelho e não autorizar estes a acessarem todos os conteúdos.