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Geral

Para especialista pedido de extradição de Pizzolato foi negado por ele não ter tido duplo julgamento

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Foi solto na terça-feira, dia 28, o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no julgamento do mensalão. A justiça italiana negou o pedido do governo brasileiro para que ele fosse extraditado. Pizzolato está na Itália desde setembro de 2013, dois meses antes de ter o mandado de prisão decretado pelo Supremo Tribunal Federal.

 

Ele possui cidadania italiana e fugiu usando documentos falsificados do irmão morto. O ex-diretor foi condenado, no mensalão, a doze anos e sete meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato. O enviado brasileiro pela Procuradoria Geral da República informou que o governo vai recorrer da decisão à corte de corte de cassação em Roma.

 

Esclarecendo a situação para os ouvintes da Rádio Uirapuru, a mestre em Direito Internacional, Carla Della Bona participou da programação ontem. Ela explica que é preciso que se entenda que Pizzolato, na Itália, não está sendo julgado pelo mesmo crime pelo qual foi condenado no Brasil. De início o país cooperou com o governo brasileiro e encontrou o réu, que lá foi detido apenas por ter entrado na Itália com documentos falsos.

 

A advogada aponta, ainda, diferente do que tem sido divulgado na mídia, de que a principal razão para o Tribunal de Bologna não ter acatado o pedido do Brasil, seria a de que aqui, ele não teve a chance de ter o duplo julgamento.

 

Sobre se o caso em que o Brasil que negou a extradição do italiano Cesare Battisti, pode ter influenciado a decisão italiana, ela acredita que é possível, pois o governo do país ficou muito ressentido com a negativa brasileira. No entanto ela frisa que a situação de Battisti foi diferente, pois ele solicitou ao Brasil o status de refugiado político. O que não ocorreu com Pizzolato que entrou ilegalmente na Itália.