Para especialista governo gaúcho deveria peitar a União e exigir negociação justa de sua dívida
Os constantes anúncios de corte de gastos, ameaças de parcelamento de salários e falta de repasse para setores essenciais como Saúde, têm sido fantasmas que tem acompanhado os gaúchos, desde o início do ano. Agravando no Estado, o cenário de crise que assola todo o País. As negativas do Governo Estadual e a falta de reação ante ao momento atual, preocupam a população.
De acordo com João Pedro Casaroto, membro da Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite) o Estado vem enfrentando um processo de empobrecimento, em que o povo está fazendo a sua parte, pagando seus impostos, enquanto os políticos não cobram uma solução da União. Ele ressaltou os últimos governadores têm ido até Brasília, mas adotam uma postura leniente, frisando que um dos problemas do Rio Grande do Sul é a dívida com o Governo Federal, que até hoje não foi renegociada como se deveria.
Ouvintes questionaram o especialista por que o Estado não entra na Justiça para garantir o pagamento dos trabalhadores e de serviços como Saúde e deixa de pagar a dívida com a União. Ele respondeu, informando, que diversos municípios já estão agindo desta forma. Citando São Paulo e Rio de Janeiro, que via Justiça, já conseguirão bons acordos referentes à negociação com o Governo Federal. Revelando que em recente evento, no Mato Grosso, para empresários o ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, sugeriu que os estados entrem na Justiça pedindo para que o dinheiro de impostos federais seja mantido em cada federação.
Encerrando ele registra que, infelizmente, os prognósticos de futuro a médio e longo prazo, não são positivos. Em sua opinião o que vai acontecer no Estado é o que os gaúchos diziam do Nordeste, que hoje faz o caminho contrário e está crescendo.