Para especialista, faltam políticas públicas de combate ao tabagismo
Um novo estudo norte-americano revelou que além das complicações já associadas ao cigarro como doenças cardíacas, AVC, diabetes, doenças pulmonares e 12 tipos de câncer, outras enfermidades como falência renal, infecções, hipertensão, câncer de próstata e de mama também estão relacionadas ao vício. O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde a principal causa de morte evitável no mundo.
A organização estima que um terço da população mundial adulta, cerca de DOIS bilhões de pessoas, sejam fumantes. De acordo com o pneumologista, Luis Amauri da Silveira Palma, para reduzir estes números é importante conscientizar as pessoas que fumar é uma dependência.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa publicou ontem novas regras a serem aplicadas em embalagens de produtos derivados do tabaco. Com as mudanças, além da foto na parte de trás, que já vem com uma mensagem sobre os efeitos nocivos do cigarro, a parte da frente apresentará uma advertência ocupando 30% do espaço total. Para o especialista, essas políticas não são o suficiente, uma vez que o combate deveria ser tão agressivo quanto os prejuízos a saúde causados pelo tabaco.
Não só o fumo ativo, mas o passivo também aumenta os riscos de doenças. Dados da organização mundial de saúde apontam que sete não fumantes morrem por dia em consequência do fumo passivo.