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Geral

Para delegado, diante de centenas de acusações, a condenação do médium João de Deus é certa

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

A Justiça de Goiás determinou, nesta sexta-feira (14), a prisão preventiva do médium João de Deus, acusado de praticar abusos sexuais durante tratamentos espirituais, no entorno do Distrito Federal. O pedido surgiu depois de centenas de acusações de mulheres acusando o médium de abusos sexuais no passado. Mas como funciona a justiça em casos assim? Uma simples acusação de um fato do passado basta para iniciar uma investigação?

O delegado da Polícia Civil de Passo fundo, Diogo Ferreira, explicou que a acusação de uma vítima tem sempre muito peso e desencadeia o processo de investigação. Quanto mais rico em detalhes mais o inquérito ganha força.

No caso do médium, o delegado explicou que são muitas acusações e que a maioria mostra crimes parecidos, além da exposição das vítimas na mídia sem pediram indenização alguma, apenas justiça. Para o delegado o fato de os crimes estarem há vários anos no passado é um problema na criação de provas materiais, mas pesa o alto número de acusações por mulheres diferentes.

Ferreira afirmou que não é comum tantas vítimas se manifestando, o que certamente trará uma condenação a João de Deus, que deverá responder a todo o inquérito preso de forma preventiva. A prisão foi necessária para impedir que o médium praticasse novos crimes.