Para consultor eleitoral, pesquisas ainda refletem impacto emocional causado pelo acidente de Campos
Na terça-feira, dia 26, pesquisa IBOPE contratada pelo jornal Estadão e Rede Globo mostrou mais uma vez o avanço de Marina Silva (PSB) na corrida presidencial. De acordo com os dados, a candidata que substitui Eduardo Campos, morto em acidente aéreo, está com 29% das intenções de voto, na segunda colocação. A candidata a reeleição, Dilma Rousseff tem 34% e Aécio Neves (PSDB) caiu para o terceiro lugar, com 19%.
A pesquisa ainda simulou a possibilidade de um segundo turno entre Dilma e Marina, onde a candidata do PSB venceria se a eleição fosse hoje, somando 45% dos votos contra 36% da candidata petista. Foi a segunda pesquisa, em menos de uma semana, em que Marina Silva aparece em alta e como favorita para o pleito.
Na semana passada o levantamento realizado pelo DATAFOLHA também já mostrava essa tendência. Ao analisar dados na Uirapuru, o consultor político e eleitoral, Paulo Di Vicenzi, do instituto Qualidata, salientou que os números ainda refletem o aspecto emocional ligado ao trágico falecimento de Campos. Salientou que serão necessárias duas ou três semanas para que os números estejam “descontaminados” do fato que marcou esse processo eleitoral. Isso faz com que seja necessário aguardar um pouco mais para ver o que vai acontecer.
Comparando os números de Eduardo Campos, que não ultrapassava os 10% das intenções de voto, com os da Marina Silva, o analista citou que a atual candidata tem um nome reconhecido nacionalmente, já que em 2010 obteve 20% dos votos nas eleições presidenciais.
Destacou que o ex-governador tinha forte abrangência no nordeste, mas ainda não era um nome de abrangência nacional. Paulo Di Vicenzi avalia que a corrida eleitoral entre os três principais candidatos será muito acirrada e muita coisa pode ocorrer. Para ele, o segundo turno pode apresentar três cenários: disputa entre Dilma e Marina, entre Dilma e Aécio e ainda, de Marina com Aécio.
Para Di Vicenzi o horário eleitoral se tornou algo importante, como não vinha ocorrendo em eleições anteriores.