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Saúde

Para conselho de medicina, falta de investimentos na saúde básica afasta médicos da rede pública

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Em abril do ano passado, o Ministério da Educação (MEC) publicou uma portaria que suspendeu, por cinco anos, a autorização de novos cursos de graduação em Medicina e o aumento de vagas nas instituições federais. O governo justificou, na época, que a meta de 11 mil novas vagas por ano em cursos de graduação em Medicina foi alcançada, garantindo a oferta de formação em todo país.

O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), que é favorável à medida adotada pelo MEC, cobra que ela seja colocada em prática. O presidente do Cremers, Eduardo Trindade, afirmou que no Rio Grande do Sul não faltam médicos, mas sim estruturas de atendimento. Atualmente são 34 mil profissionais no Estado. Segundo ele, faltam leitos hospitalares, medicamentos, equipamentos, entre outros problemas, que a contratação de mais médicos não resolveria. Trindade disse que o principal déficit de atendimento é na Atenção Básica.

Para o presidente, o salário nessa área não é atrativo e, por conta das péssimas condições estruturais, os médicos preferem buscar outros objetivos. Ele destacou que Passo Fundo tem três faculdades de medicina, portanto não faltam profissionais, faltam atrativos para esses médicos buscarem a rede pública de saúde.

Na opinião de Dutra, a saída é ter um plano de carreira adequado aos profissionais, condições dignas de trabalho e uma remuneração melhor na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS).