Para completar recursos estaduais e federais, município investe entorno de R$ 5 milhões por ano em medicamentos
O consumo de medicamentos nas farmácias do município aumentou nos últimos tempos com a crise econômica brasileira. Em alguns casos cerca de 300%. Mesmo pagando médico particular, muitos pacientes recorrem às farmácias públicas na hora de adquirir os remédios. No entanto, os recursos dos governos estadual e federal para a assistência farmacêutica de Passo Fundo diminuíram.
Segundo o prefeito Luciano Azevedo, o município recebe menos de R$ 3 milhões por ano para a compra de medicamentos, mas para atender a demanda chega a investir mais R$ 5 milhões por ano, totalizando entorno de R$ 8 milhões. O que encarece ainda mais os cofres públicos são as ordens judiciais. Em muitas situações a prefeitura é obrigada pela Justiça a fazer a compra de determinada medicação.
Luciano Azevedo salientou que a prefeitura investe 25 vezes a mais do que a legislação federal exige na área de medicamentos. São R$ 52 por habitante, quando a obrigação é de R$ 2,36. O prefeito também destacou que o Estado deve nesse ano a Passo Fundo R$ 5 milhões para a área da saúde.