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Política

Para analista crescimento de Marina Silva impõe nova realidade na disputa à presidência

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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A semana iniciou com uma surpreendente pesquisa eleitoral para a presidência da república. O instituto Datafolha apresentou um levantamento onde coloca Marina Silva com empate técnico com Aécio Neves e com vantagem sobre Dilma Rousseff, em caso de segundo turno.

 

Ainda que não tenha sido oficializada como candidata do PSB, Marina já desponta como uma ameaça real aos adversários. Em termos comparativos, antes do trágico acidente aéreo de Eduardo Campos, o PSB tinha 8% de intenção de voto nas pesquisas.Com a mudança no cenário, a corrida presidencial ganhou um ingrediente de imprevisibilidade.

 

Segundo a pesquisa Datafolha dessa segunda-feira, Marina entra na disputa com 21% das intenções de voto, assumindo a segunda colocação e deixando Aécio Neves em terceiro, já que o candidato do PSDB somou 20% das intenções de voto. A possível candidata do PSB fica 15 pontos percentuais atrás de Dilma Rousseff do PT, que somou 36%. Na simulação de um possível segundo turno, Marina Silva fica numericamente à frente de Dilma Rousseff, com 47%, enquanto a petista soma 43%.

 

A situação é considerada como empate técnico, nos limites máximos da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Se a corrida presidencial seguir para o segundo turno e envolver Dilma e Aécio, a candidata venceria o pleito por 47% a 39%. Os oito pontos de diferença representam um aumento da vantagem da petista.

 

De acordo com Jacqueline Quaresemin, professora da Escola de Sociologia e Política de São Paulo e diretora da Opinare Pesquisas, diz que o Datafolha foi corajoso ao fazer essa pesquisa antes mesmo de Marina Silva ser oficializada pelo PSB.

 

Avalia que esse levantamento mostra que a disputa pela presidência já tem um fato novo que poderá ser decisivo nas eleições. Explica que esses 21% alcançados por Marina, vieram em parte dos eleitores indecisos e dos que votariam em branco. Segundo a especialista esse impacto causado pela morte de Eduardo Campos pode ser o fator principal para a subida meteórica da ex candidata a vice.

 

Jacqueline salienta ainda, de acordo com essa pesquisa do Datafolha, a possibilidade de vitória da Dilma no primeiro turno, que antes era algo muito próximo de ocorrer, agora mostra-se descartada. Em julho, Dilma tinha 36% e a soma dos outros candidatos também era 36%. Agora Dilma mantém 36% e a soma dos outros candidatos chega a 46%. 

 

A pesquisa do Datafolha foi realizada em 176 municípios do País entre 14 e 15 de agosto. No total, 2.843 eleitores foram ouvidos. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Registro do TSE: BR – 00386  2014.