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Saúde

Pandemia aumentou gastos dos planos de saúde e falta de reajuste comprometeria sistema, avalia Presidente da Unimed Planalto Médio

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

A pandemia da Covid-19 trouxe impactos nos mais diferentes setores, porém, é na saúde que se viu o maior deles.  Com efeito imediato de uma demanda que explodiu em poucos dias, rotinas médicas mudaram drasticamente e hospitais canalizaram todos os seus esforços no atendimento dos internados ou consultas.

O mundo viu também um problema de demanda nos insumos, como luvas, agulhas, medicamentos e produtos em geral, que tiveram seu consumo aumentado em várias vezes.  Como uma regra da economia, quando há um aumento de demanda ocorre também a alta nos preços.

Foi o que se viu no campo da saúde, em praticamente todos os aspectos  Agora, passados dois anos da pandemia, em um cenário onde os atendimentos por Coronavírus caíram muito, foi anunciado recentemente o reajuste das mensalidades dos planos de saúde. Este reajuste, depende do tipo do plano, mas estimativas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apontam uma alta média de 16%.

A Uirapuru conversou sobre este assunto com o Presidente da UNIMED Planalto Médio, o Dr. Francisco dos Santos Neto.  Ele está à frente da instituição desde julho de 2020. Conforme o Dr. Francisco, a Unimed Planalto Médio não teve o registro de baixas significativas de usuários do plano de saúde durante a pandemia.

Explicou que a pandemia trouxe uma deflação dos planos de saúde, por exigência da ANS.  Isso causou uma apreensão, pois a agência avaliou queda no número de consultas, mas não observou o aumento na sinistralidade, ou seja, dos gastos com internados.  Isso fez com que os resultados da cooperativa ficassem abaixo do esperado.

Hoje a UNIMED trabalha com margens muito enxutas, na casa dos 4% de resultados, termo usado no lugar da palavra lucro. Este aumento autorizado já era esperado diante da deflação dos preços durante a pandemia. O presidente da UNIMED Planalto Médio Dr. Francisco dos Santos Neto, alertou que, se não houvesse este reajuste, agora autorizado, a saúde financeira dos operadores ficara muito comprometida, refletindo em problemas diretos no atendimento aos usuários.

O Presidente Dr. Francisco finalizou ainda destacando que o número de médicos que atendem a planos de saúde em Passo Fundo é satisfatório diante da atual demanda.  Lembrou que a cidade é um polo em saúde e destacou que a população médica, em geral, está acima do recomendado pela OMS para uma cidade do porte de Passo Fundo.