Pais querem ajuda do MP contra demora da reforma na Escola Lucille Fragoso de Albuquerque
Passados três meses da interdição total da Escola Estadual de Ensino Médio Professora Lucille Fragoso de Albuquerque, na Vera Cruz, nada mudou.
Os prédios continuam fechados e os mais de 500 estudantes seguem tendo aulas em rodízio na Estadual de Educação Profissional João de Césaro.
Além da morosidade para o início da reforma elétrica, os pais estão preocupados com a possibilidade de uma nova realocação dos alunos, desta vez para o CIEP Wolmar Salton, no bairro Bom Jesus.
Em entrevista na Uirapuru, a representante do Círculo de Pais, Camila Quadros, ressaltou que as famílias são contra a mudança das crianças para uma instituição em outro bairro. Salientou que a maior parte delas reside na Vera Cruz.
Camila contou que já se fala em contratação de empresa para transportar os estudantes até a Bom Jesus, sendo que o recurso, estimado em R$ 250 mil, poderia ser investido nas melhorias da Lucille Fragoso.
Camila disse que os pais não entendem porque a reforma da escola Mário Quintana, que tem o mesmo problema de fiação elétrica, já está acontecendo e a Lucille Fragoso não avançou. Declarou que não é a Coordenadoria Regional de Educação (CRE) que irá decidir para onde vão.
Hoje à noite a comunidade escolar se reunirá na associação dos moradores do bairro Hípica para tratar do tema. Ela estuda solicitar a intervenção do Ministério Público. Camila foi enfática ao afirmar que os pais estão saturados de promessas e querem a situação resolvida: escola reformada e os filhos de volta à instituição.
Camila Quadros disse que os pais ajudaram a arrumar os espaços do Senai, onde, em um primeiro momento, os alunos seriam realocados, mas o planejamento também não avançou. Desde o início da semana a Rádio Uirapuru tenta contato com a CRE para atualização das informações sobre a escola Lucille Fragoso, mas sem sucesso.