Pais protestam contra o fim do primeiro ano na Escola Estadual Maria Dolores
Na manhã ontem, dia 19, uma comissão de pais e representantes do sindicato dos professores estaduais, estiveram realizando uma manifestação em frente à 7ª Coordenadoria de Educação (7ª CRE). Uma comitiva, formada por pais, representantes do sindicato e associação de moradores, foi recebida pela coordenadora Marlene Silvestrin. Os pais protestam quanto ao fechamento das turmas de primeira série na Escola Estadual de 1º Grau Maria Dolores Freitas Barros, no bairro Santa Marta, que deixará cerca de 100 crianças desassistidas.
A questão polêmica já foi discutida, no inicio deste ano, quando o estado ameaçou fazer o mesmo com as séries iniciais na Escola Estadual Fagundes dos Reis e acabou voltando atrás. De acordo com Cláudia Camargo, da comissão de pais, o estado diz que a responsabilidade do Ensino Fundamental é do Município e a prefeitura, por seu turno, diz que o estado tem responsabilidade por seus estabelecimentos de ensino. No meio disto ficam os pais, que temem ter que encaminhar seus filhos com cerca de seis anos para escola no bairro Bom Jesus, tendo que pegar o ônibus.
Durante a reunião, os representantes do sindicato da categoria, registraram que não há hoje nenhuma escola de ensino fundamental na região, que compreende 9 bairros. Eles também ressaltaram que não haverá tempo hábil para que o município construa uma nova unidade. Quanto ao estado, se mostram contra essa política, ressaltando que o estado tem sim obrigação pelos alunos das séries iniciais. A presidente do sindicato, Norma Machado diz que o estado, ao invés de fechar turmas devia investir na construção de escolas.
A coordenadora da 7ª CRE explicou aos presentes que o estado prioriza o atendimento aos alunos do Ensino Médio, inclusive no seu contra-turno e que por isso não estaria abrindo turmas de séries inicias na Escola Maria Dolores. Inclusive revelou que no local estará sendo construído um Ginásio. Ele informa que já esteve reunida com a Secretaria Municipal de Educação e que o município havia se comprometido a equacionar a questão. Marlene concorda com os pais que o zoneamento tem que ser respeitado e se comprometeu com os pais a conversar com o município, para encontrar uma alternativa viável.
Na parte da tarde, a comitiva conversou com o secretário de Educação Edmilson Brandão, que informou a todos que nenhum aluno ficará sem vaga. A demanda será dividida entre as escolas da região e o transporte dos alunos será feito pelo município. Além disso, ele frisa que neste ano será construída uma escola no bairro e como última alternativa, o município poderá utilizar a Escola de Educação Infantil Fadinha, na Donária que está sendo reestruturada.