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Polícia

Pai de Bernardo, madrasta e amiga são indiciados por homicídio qualificado e ocultação de cadáver

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Imagem não disponível

A Polícia Civil de Três Passos concluiu na tarde de ontem o inquérito criminal sobre a morte do menino Bernardo Boldrini. Em entrevista coletiva, transmitida ao vivo pela Rádio Uirapuru, os responsáveis pelas investigações apresentaram o relatório que possui 11 volumes, contendo 200 páginas cada. Iniciou os trabalhos o delegado Mário Wagner, diretor do Departamento de Polícia do Interior, seguido da delegada regional, Cristiane Moura e dos delegados responsáveis pelo caso, Marion Volino e Carolina Bamberg.

 

O pai do garoto, Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugolini e a amiga do casal, Edelvânia Wirganovicz foram indiciados por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A delegada Cristiane falou sobre a participação de Edelvânia no crime. Ela lembrou que tudo começou com a denúncia feita no dia 6 de abril, do desaparecimento do menino.

 

Registrando que a frieza do casal e não saber com que roupas Bernardo estava vestido, quando sumiu, chamaram a atenção dos policiais. Ouvindo então a amiga, em duas oportunidades, várias contradições foram levantadas, como as imagens, da frente de seu prédio, que mostram à madrasta, ela e o menino entrando em seu carro e horas depois a volta das duas sem o menino.

 

Isso aliado ao fato de que Edelvânia teria pagado, naqueles dias, uma parcela de R$ 6 mil reais, para compra de um apartamento, fizeram com que os policiais adiantassem as investigações, obtendo a confissão de sua participação. Edelvânia disse que Graciele se queixava constantemente do menino, acabando por propor que Edelvânia a ajudasse a dar sumiço em Bernardo. Informando que tudo foi planejado no dia 2 de abril.

 

A delegada contou, ainda, que Edelvânia disse que a madrasta já havia tentado matar o menino asfixiado, relato corroborado por outras testemunhas. A amiga, também teria dito que dentre os remédios utilizados para matar Bernardo estaria o Midazolan e que além da pá e escavadeira Graciele teria comprado soda, para que o corpo se decompusesse mais rápido.

 

Com tudo acertado, no dia do crime, Edelvânia esperou a madrasta e Bernardo, com as ferramentas e o “kit” utilizado para matar o menino no porta-malas de seu carro. Existem imagens dela chegando em casa e colocando sacos de lixo na lixeira, que continham os indícios do crime.

 

Tudo feito, segundo o seu depoimento, com a promessa de que o casal quitasse seu apartamento no futuro. Foi descoberto que além das ampolas de Midazolan, retiradas do Hospital de Três Passos, Edelvânia havia comprado compridos do medicamento, com receita fornecida pelo pai de Bernardo, sendo esse um dos mais fortes indícios da participação de Leandro no crime.