Padre com 50 anos de atuação afirma: pequeno grupo de religiosos que acusa Papa de heresia não vive realidade do mundo
Um grupo de 19 padres católicos e acadêmicos exige que bispos denunciem o Papa Francisco como um herege, em um ataque ultraconservador contra o pontífice. O grupo baseia a acusação em assuntos como a comunhão para os divorciados seguindo até a diversidade religiosa. O grupo alega que o Papa Francisco não se pronuncia abertamente contra o aborto, é receptivo com os homossexuais e muito benevolente em relação a protestantes e muçulmanos. Isso, na visão dos ultraconservadores, trouxe crise na igreja.
Em entrevista na Uirapuru e dando uma opinião pessoal, o padre Aldino Barth, que há 50 anos está na igreja, afirmou que o pequeno grupo não representa a maioria e estão andando na contramão. Lembrou que a Igreja Católica não quer ser a maior, ela apenas tem interesse na fé dos cristãos e que sigam os ensinamentos milenares deixados por Jesus Cristo.
O padre Aldino afirmou ainda que o pequeno grupo ultraconservador vive em um mundo que não é a realidade externa da Igreja. Eles estão com seus salários pagos, debruçados em livros e não vivem o mundo como ele é, com as frustrações das pessoas, seus problemas e aflições. Afirmou que um dos papéis da Igreja é ser uma casa que acolha os arrependidos, os desprezados, os injustiçados e quem simplesmente está cansado. A Igreja deve oferecer às pessoas um norte para recomeçar, levantar a cabeça e seguir em frente e não ter nenhum tipo de exclusão.
Ele lembrou que o Papa Francisco visitou nos últimos anos países e lugares em que não havia sinal religioso da Igreja Católica, totalmente fechados. A presença do Papa nestes lugares levou luz e atraiu estas pessoas para a religião católica e seus ensinamentos.