Padre afirma ser um desafio aproximar jovens da religião e redes sociais podem ser uma ferramenta importante
Segundo as primeiras pesquisas Datafolha do ciclo eleitoral de 2022, existem milhares de brasileiros autodenominados “sem religião” espalhados por aí. Inclusive, esse número já teria superado a quantidade de católicos e evangélicos entre a população de 16 a 24 anos no Rio e em São Paulo.
Em 2010, o Censo mostrava que os sem religião ocupavam 8% da população brasileira — cerca de 15 milhões de pessoas. De acordo com os números do estudo, essa parcela da população atingiu a marca de 14% em 2022 e de 25% no âmbito nacional entre jovens de 16 a 24 anos. Ou seja, um a cada quatro brasileiros se sentem desconectados de instituições religiosas.
Conforme o pároco da Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, padre Ari dos Reis, no Rio Grande do Sul a população está envelhecendo e logo teremos mais idosos do que jovens no Estado. No entanto, em relação a menos jovens frequentando as igrejas é um fenômeno mundial, onde as pessoas estão se tornando independentes de uma instituição religiosa. O que está ocorrendo é que os fieis se dizem religiosos ou adeptos de alguma religião, mas não precisam ir até uma Igreja. Cada vez mais as pessoas estão mantendo a sua fé, mas dentro do lar, sem aquela tradição antiga de ir todo domingo à missa.
A exceção, de acordo com o padre, está no Islamismo, que vem registrando aumento de adeptos nos últimos anos, principalmente jovens. Os Islâmicos seguem a risca as tradições religiosas, avalia o pároco. De acordo com Ari dos Reis, é um grande desafio para todas as religiões ocidentais atrair os jovens e mostrar o caminho da fé como um sentido da vida para a juventude.
O padre acredita que as redes sociais podem ser uma ferramenta importante para aproximar o público mais novo da religião e, por isso as Igrejas precisam começar a utilizar melhor essas novas ferramentas para construir esse vínculo.