Paciente fica sem remédio, pois farmacêutico não entende a letra do médico
Todos conhecem o ditado “Letra de médico” que se refere à letra característica da profissão e que precisa de alguns minutos de dedicação para sua leitura, isso quando é possível entender. Porém, o que antigamente era chique e pomposo hoje, prejudica muitos pacientes que vão até os estabelecimentos comprar os remédios receitados pelos profissionais da saúde e saem de mãos abanando.
Na manhã de ontem, dia 22, a Rádio Uirapuru recebeu de uma ouvinte que teria ido até a farmácia e não conseguiu dar andamento ao seu tratamento porque a letra do doutor era ilegível. Segundo o farmacêutico Marcos Molinaro essa é uma situação comum, mas que pode ser resolvida com uma medida simples.
Segundo ele, se as receitas e prognósticos fossem informatizados, ou escrito em letra de forma, qualquer problema deste tipo seria evitado.
Em Passo Fundo, anos atrás, o então vereador Neri Gomes apresentou por duas vezes projeto nesse sentido que tramitou nas comissões mas foi derrotado em plenário. No entanto cabe ressaltar que o Código de Ética Médica estipula em seu Capítulo III que é proibido ao médico Receitar, atestar ou emitir laudos de forma secreta ou ilegível.