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Saúde

Ouvintes do Sem Segredo concordam que falta de informação contribui para maior número de idosos com AIDS

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Em 10 anos, o número de idosos com HIV no Brasil cresceu 103%, segundo dados do Ministério da Saúde. O número de infectados acima de 60 anos tem aumentado a cada ano. A tendência mundial é de que, em 2030, 70% das pessoas nessa faixa etária terão o vírus se nada for feito. Por isso, o Sem Segredo deste sábado (04) perguntou quais fatores influenciam neste índice alarmante: falta de informação ou faltam de políticas públicas. Participaram do programa a enfermeira Nádia Camargo e a professora Camila Oliveira. A maioria dos ouvintes concorda que a falta de informação contribui para o crescimento de casos de AIDS entre idosos. Muitos também afirmaram que as políticas públicas não vem sendo efetivas, por isso os números são alarmantes. Contudo, também ressaltaram que cabe a cada um se cuidar durante relações sexuais, para não precisar posteriormente de ajuda de órgãos públicos.

A enfermeira Nádia Camargo declarou que, em Passo Fundo, de 2014 até hoje, houve 65 casos de HIV com pessoas de 50 a 64 anos; 10 casos de 65 a 79 anos; e, somente de 2018 para cá, dois casos com pessoas com 80 anos ou mais. Segundo a enfermeira, estes números vêm crescendo no município e, apesar de estarem na média, são preocupantes. Nádia ainda explicou que o HIV é um vírus que muitas vezes pode demorar para se manifestar.Por isso ela ressalta a importância da população realizar exames frequentemente.

Para a psicóloga e professora Camila Oliveira, a falta de informação é a principal responsável por estes números preocupantes. Segundo ela, muitas pessoas acreditam que, conforme ficam com mais idade, é como se fosse parando a manifestação da sexualidade, fazendo com que a preocupação com casos de HIV em idosos seja deixada de lado. Camila declarou que esta ideia é reforçada por uma questão muitas vezes de mídia, sociedade ou até de cunho religioso, fazendo com que o idoso seja classificado apenas em atividades restritas e esquecido no âmbito sexual. De acordo com ela, pouco é falado sobre casos de HIV na terceira idade e, em campanhas maiores, como em época de Carnaval, este público nunca tem ações direcionadas a eles.