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Trânsito

Ouvintes do Sem Segredo cobram responsabilidade dos proprietários de cavalos soltos nas ruas

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

O Sem Segredo de sábado (28), apresentado na Uirapuru por Zulmara Colussi, debateu os casos recentes e rotineiros de cavalos soltos nas ruas e rodovias em Passo Fundo. Pessoas já perderam a vida em vários acidentes que ocorreram devido a animais soltos nas vias. Durante o programa, os ouvintes cobraram responsabilidade dos proprietários dos cavalos. Pediram que os donos sejam devidamente identificados e, se preciso, sofram punições mais rígidas, seja em questão de valores ou judicialmente.

 

O inspetor da PRF, Regivaldo Tonon, declarou que o índice de animais nas rodovias é menor do que nas vias urbanas, mas o risco de acidentes de grande porte é maior. Tonon contou que de 2014 até 2018 foram 40 acidentes envolvendo animais sobre a rodovia. Destes 40, 17 pessoas ficaram feridas e uma faleceu. Em 2017, ainda segundo o inspetor, 81 animais foram retirados das rodovias. Atualmente, na metade de 2018, 23 já foram recolhidos. No entanto, para Tonon, o principal problema está na identificação de quem é o responsável pelo animal. Muitas vezes, de acordo com o inspetor, os animais acabam passando por vários donos em um curto espaço de tempo e a identificação fica mais difícil de ser feita, ainda mais se um acidente é causado. Tonon acredita que o mais adequado seria o proprietário ter um cadastro do animal.

 

Para o Secretário Adjunto de Segurança Pública, Ruberson Stieven, este é um problema de grande preocupação para os órgãos, porque um animal de grande porte solto em via pública traz um risco constante aos motoristas. Mapeando as principais áreas com este tipo de problema, Stieven contou que diversas denúncias são feitas nos bairros Petrópolis, Vera Cruz, Lucas Araújo e São Cristóvão. Após receber estas denúncias, a secretaria busca segurar o animal e encaminhar à Secretaria do Meio Ambiente, a qual cuida dele até que o proprietário apareça.

 

Participando por telefone, o Secretário do Meio Ambiente, Rubens Astolfi, explicou o trabalho da secretaria nestes casos. Segundo ele, é feita a apreensão do animal quando não se encontra o proprietário. A secretaria fica com ele como fiel depositário e, caso alguém queira cuidar do animal, ele fica disponível para adoção.

 

Também por telefone, Kelly Thimoteo, do CAPA, cobrou mais fiscalização por parte do poder público. Segundo ela, há uma frouxidão por parte dos responsáveis públicos, fazendo com que o particular não seja responsabilizado da forma correta. Afirmou que não se pode esperar uma tragédia acontecer para depois tomar uma atitude e fiscalizar severamente estes casos.