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Trânsito

Ouvintes divididos entre defesa dos pedágios e aplicação dos recursos arrecadados

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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No próximo ano, novas praças de pedágios vão ser instaladas nas rodovias estaduais e federais do Rio Grande do Sul.Isso deve ser possível por meio de planos de concessões rodoviárias que estão sendo encaminhados pelos governos estadual e federal.

 

São previstos quatro novos pedágios no trecho da BR-386, entre Passo Fundo a Porto Alegre, nos municípios de Tio Hugo, Soledade, Fazenda Vila Nova e Montenegro.

 

Mas será mesmo necessária a instalação de pedágios?Esse foi o tema do programa Sem Segredo do último sábado. Participaram do debate os deputados estaduais Juliano Roso (PCdoB) e Vilmar Zanchin (PMDB).

 

Os ouvintes ficaram divididos.Muitos acreditam que os pedágios são uma maneira de manter as rodovias em boas condições, onde eles existem as estradas estão trafegáveis.Por outro lado, ouvintes defendem que já existem outros impostos, como o IPVA, para realizar a manutenção das estradas. Questionando o destino deste dinheiro.

 

 

O deputado Juliano Roso ressalta que o pedágio é uma alternativa, mas é contra o modelo que será instalado no trecho da BR-386.Entre os motivos é o alto custo para os motoristas, cerca de R$ 80 ida e volta.Ainda, a duração do plano de concessão de 60 anos e a previsão de início das obras mais importantes, somente para o 12° ano de concessão.

 

Para o deputado, a principal alternativa é investir em hidrovias e ferrovias, tanto o governo estadual quanto o federal. Destacando que existem muitos rios navegáveis no Estado.Outra opção seriam os pedágios comunitários da EGR, que não visam lucro.

 

O deputado Vilmar Zanchin acredita que é preciso investir em rodovias para haver desenvolvimento na região. Também defende investimentos em outros modais de transporte, mas há longo prazo.

 

Já de imediato, devido a situação econômica do RS, aposta nas concessões, mas não da maneira como estão sendo tratadas, como a questão dos pedágios na BR-386. Para ele não contempla os nossos interesses, sendo necessário a revisão dos planos de investimento.