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Trânsito

Ouvintes divididos: enquanto uns comemoram o fim dos pedágios, muitos temem o abandono das estradas pelo governo

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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O dia 31 de maio ficará na lembrança dos gaúchos, pois foi quando as cancelas na praça de pedágio na ERS – 122 em Farroupilha foram levantadas. Ao todo nove praças de pedágio, dos pólos de Caxias do Sul e Lajeado, também pararam a cobrança.

No entanto, a situação das rodovias, em comparação ao dinheiro arrecadado pelas empresas, é um ponto polêmico e divergente na opinião da sociedade. Por um lado, afirmam que com os pedágios as estradas melhoraram e muito, em relação ao tempo em que estavam sob a responsabilidade do governo, por isso são favoráveis a manutenção das praças com valores menores.

Por outro, têm aqueles que não aceitam, independente do preço, e apoiam a medida do governo. No Sem Segredo deste sábado, os ouvintes se mostraram divididos sobre a questão. Para alguns as empresas cobravam preços abusivos, dos mais caros do Brasil, e não davam as estradas pedagiadas à atenção necessária.

Já outros vêem a decisão do governo como demagoga e não acreditam que o dinheiro arrecadado pela EGR – Empresa Gaúcha de Rodovias, será investido no setor. Além disso, acham que a EGR logo se tornará um cabide de empregos, sendo abandonada a própria sorte, como o DAER. Para estes a solução seria manter os pedágios, revendo os valores.

O ex-vereador Marcos Susin, não acredita na capacidade do governo do estado em gerir as estradas. Segundo ele as últimas ações do governador Tarso Genro, de erguer cancelas não passam de manobra política.

Participando do debate, o presidente do conselho da EGR, Claudemir Bragagnolo garantiu que as estradas receberão a manutenção adequada e que o valor reduzido, cobrado pelos pedágios comunitários será investido na manutenção e recuperação de estradas.
Ele fez questão de registrar que a economia será grande para os motoristas, citando o caso dos caminhões, que de R$ 70 reais, passarão a pagar apenas R$ 18,50.