Ouvintes apontam apoio do município e planejamento da família na hora de enterrar seus entes queridos
A discussão sobre de quem é a responsabilidade dos enterros de pessoas carentes no município, causou polêmica durante a semana e foi o tema do Sem Segredo de sábado (27).
As funerárias reclamam afirmando que muitos que procuram o serviço não são carentes, já o Executivo afirma que a responsabilidade legal, hoje, é das funerárias. No estúdio, discutiram o tema, o secretário de Cidadania e Assistência Social, Saul Spnelli e o proprietário de uma funerária, Rodrigo Cogo.
O secretário lembrou foi acordado entre as funerárias, na gestão passada, que em regime de plantão a funerária da vez iria atender os carentes. Em troca, no plantão, a única funerária fica encarregada dos óbitos ocorridos e repassados pela central de óbitos.
Ele revelou que nos últimos 14 meses 2.990 óbitos foram registrados, destes apenas 74 de pessoas carentes, o que conforme ressalta, não chega a 3% e representa que cada funerária da cidade teve que arcar, neste período, com cerca de cinco enterros. Em sua opinião, é um percentual baixo, mas mesmo assim, frisou que a discussão para alterar a lei é um direito das funerárias.
O dono da funerária alegou falta de critério na hora de autorizar o serviço. Ele destacou que todos querem honrar o acordo, mas o problema está na concessão do benefício para, praticamente, qualquer um.
Rodrigo Cogo esclareceu que todos são conhecedores do que foi acordado, que considera apto ao benefício quem tiver renda de até um salário mínimo por família. Mas para o empresário a lei deve ser seguida pelos dois lados, sendo observado maior critério na hora da avaliação da SEMCAS.
Além disso, ele declarou que hoje, com R$ 750, parcelados, é possível realizar um funeral. O que, segundo ele, amplia o número de pessoas que podem arcar com essas despesas. Encerrando, Rodrigo disse que o sistema de plantão, infelizmente, não funciona como o esperado pelos empresários do setor.
Já os ouvintes, em sua grande maioria, concordaram que a responsabilidade de enterrar os carentes é sim do município. No entanto, as funerárias devem também fazer a sua parte. Como alternativa sugeriram a possível criação de um caixa único pelas funerárias e também pela Prefeitura. A população apontou, ainda, que de forma geral as pessoas nãos e preocupam em planejar esse momento e que existem, atualmente, muitos planos que facilitam a realização dos serviços funerários.
Outra possibilidade indicada pelos ouvintes foi à criação de um programa, nos moldes do Bolsa Família, que beneficiasse as pessoas carentes na hora do funeral.