Ouvintes apoiam parceria entre poder público e iniciativa privada para investimentos na educação
O polêmico projeto de Lei 44/2016 que prevê que entidades privadas sem fins lucrativos, qualificadas como organizações sociais, possam firmar parcerias com o poder público para exercer atividades em áreas como o ensino, a saúde, a cultura e a preservação ao meio ambiente, receber recursos públicos e até mesmo estruturas físicas pertencentes ao Estado divide opiniões.
Retirado de pauta para votação na Assembleia Legislativa, a pedido dos professores em greve e dos estudantes que ocuparam as escolas, a proposta é apoiada pelos ouvintes. O tema foi discutido no programa Sem Segredo de sábado, na Rádio Uirapuru. A falta de recursos do governo estadual, o sucateamento das escolas, e a qualidade do ensino foram apontados como justificativas para a realização de parceria do setor público com o privado.
Muitos sugeriram que o governo compre vagas nas escolas particulares, o que geraria economia em comparação ao gasto atual para manter os alunos na escola pública. Dirigente sindical e um dos líderes do movimento de greve no magistério, o professor Celso Dalberto é totalmente contra essa proposta, que denomina ser de terceirização na verdade. Segundo ele, esse modelo é prejudicial para todos.
O advogado Rafael Bortoluzzi defende a participação compartilhada da iniciativa privada na administração de serviços públicos onde o governo, devido a sua completa falta de recursos, não tem potencial para investir.