Ouvintes afirmam no Sem Segredo: vandalismo é resultado da falta de educação e punição
O vandalismo, infelizmente, tem se tornado parte do dia a dia dos passo-fundenses. Atingindo principalmente o patrimônio público, traz prejuízos e incômodos para todos que fazem uso dos bens comuns. Placas de trânsito, contêineres e ultimamente, as novas paradas de ônibus tem sido alvo dos vândalos. Mas qual seria a motivação que leva estas pessoas a agir desta maneira irracional? Seria uma consequência da má educação ou apenas prazer em destruir? E o que deve ser feito para se coibir este tipo de prática?
Estas foram as perguntas feitas aos ouvintes no programa “Sem Segredo”, da Rádio Uirapuru, no sábado, dia 23. No estúdio participaram a psicóloga Aline Fernandez, o secretário de Segurança Pública, coronel João Darci Gonçalves e a promotora de Justiça, Cleonice Aires.
Para a promotora o assunto é relevante e precisa ser discutido, não apenas por um setor da sociedade, mas por todos. Em sua opinião a melhor forma de solucionar a questão é a educação. Que tipo de apoio e orientação os jovens e adolescentes estão recebendo? Os pais estão assumindo a sua responsabilidade? Antes que se pare para responder essas questões o vandalismo não irá terminar, lembra a promotora Cleonice Ayres.
Já segundo registra a psicóloga Aline Fernandes, existem alguns desses casos que transtornos, ou doenças, podem influenciar no comportamento. No entanto, em sua opinião, vários fatores podem levar a isso. Em determinados momentos os jovens precisam confrontar as autoridades, mas quando isso se transforma em vandalismo, algo tem que ser feito e para ela, também a educação é o caminho.
O secretário João Darci Gonçalves relembrou o exato período em que os atos de vandalismos começaram na cidade, cerca de 8 anos atrás, quando foram instalados os primeiros contêineres. Depois disso ele revela, algumas prisões foram feitas, mas os delitos continuaram. Para ele surge a necessidade de se unir a Justiça, a administração pública e fomentar esse debate. Ressaltando que a Brigada Militar é o último recurso, antes disso deve se buscar prevenir e evitar a concretização dos atos e possíveis prisões.
Para os ouvintes a questão não é doença, mas sim falta de respeito pelos outros e pelos bens públicos. Pessoas que não tem noção do custo do patrimônio. Além disso, todos frisaram a falta de punição e de educação. Em um cenário onde os pais não fazem nada, a escola não tem como coibir e a fiscalização e prisão não ocorrem.