Opinião Sem Segredo: Linhas fixas já foram investimentos comparáveis a imóveis e carros usados
Durante sua participação no programa Opinião Sem Segredo, da Rádio Uirapuru, nesta segunda-feira (14), o comentarista Luciano Azevedo relembrou o funcionamento do sistema de telefonia fixa no Brasil nas décadas de 1980 e 1990. O comentário foi motivado por um encontro casual com um homem que disse ter feito, com o próprio Luciano, o melhor negócio de sua vida ao adquirir um telefone de linha há cerca de 25 anos.
Luciano recordou que, naquela época, a aquisição de uma linha telefônica era um processo burocrático e demorado. O interessado precisava se inscrever junto à Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT), então estatal, e aguardar por meses ou anos até que a instalação fosse autorizada. Por causa da escassez, surgiu um mercado paralelo de venda e aluguel de linhas telefônicas, com valores considerados altos. Segundo o comentarista, o aluguel de uma linha podia equivaler ao de um imóvel pequeno.
Durante o comentário, Azevedo mencionou que algumas pessoas viviam do aluguel de linhas e que, em alguns casos, a compra envolvia ações da CRT. “Na época, o telefone valia talvez por um carro popular usado”, relatou. Ele também lembrou que, para fazer ligações interurbanas, era necessário agendar a chamada por meio da central telefônica e que muitas famílias guardam até hoje os antigos aparelhos, alguns utilizados como peças decorativas.
Ao final, Luciano Azevedo comparou a realidade da época com os dias atuais. Destacou que hoje os aparelhos e linhas estão amplamente disponíveis, com acesso imediato em operadoras de telefonia móvel. “Hoje, quando a gente quer um telefone, entra na loja, sai com o aparelho, sai falando em qualquer lugar do mundo”, afirmou.
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