Operação Zelotes: Ex-ministro Mantega é alvo de condução coercitiva em nova fase
Nesta segunda-feira (9), o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega foi alvo de condução coercitiva em nova etapa da Operação Zelotes. A Polícia Federal tenta cumprir hoje 15 mandados de condução coercitiva de lobistas, advogados e empresários acusados de envolvimento em fraudes no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), do Ministério da Fazenda.
A polícia investiga a natureza das relações entre o ex-ministro e um dos dirigentes da Cimento Penha. Dirigentes da empresa são acusados de tentar fraudar decisões do Carf para se livrar de uma multa de R$ 57 milhões.
Policiais também estão fazendo buscas em 12 endereços dos suspeitos em Brasília, São Paulo, Recife, Olinda e João Pessoa. Um dos alvos centrais da 7ª fase da Operação Zelotes é a empresa Cimento Penha.
Em novembro de 2015, o juiz da 10ª Vara Federal de Brasília, Vallisney de Souza Oliveira, autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal do ministro, ao lado de outros investigados na Operação Zelotes.
A investigação busca apurar as circunstâncias de nomeações de conselheiros do Carf — órgão vinculado ao Ministério da Fazenda responsável pelo julgamento de recursos de empresas contra multas aplicadas pela Receita Federal.
É investigada, também, a relação do ex-ministro Mantega com o empresário Victor Sandri, um dos donos do Grupo Comercial Cimento Penha, beneficiado por decisões suspeitas do Carf.
A Polícia Federal apurou que o grupo se livrou de uma dívida fiscal milionária graças à ação de uma empresa de consultoria. Não há indicativos de que Mantega tenha recebido qualquer tipo de vantagem material das empresas, mas o entendimento do Ministério Público Federal e da Polícia Federal era que as investigações deviam ser aprofundadas. O ex-ministro nega qualquer irregularidade.
*O Globo