Operação Verão: Estado tem mais de 900 banhistas feridos por águas-vivas e pedido é por atenção
Os banhistas devem ter cuidado redobrado nas praias gaúchas neste ano. Além do habitual risco por afogamento, a presença intensa de águas-vivas, seres que, em contato com a pele humana, podem causar graves queimaduras, têm adicionado mais risco para quem adentra o mar. O ser é quase transparente, o que dificulta ser notado nas águas e geralmente o banhista só nota após sofrer a queimadura, que ocorre nas pernas, braços, mãos e até rosto.
A dor causada é intensa e pode até mesmo favorecer um afogamento. Nesta semana milhares de águas-vivas cobriram uma larga extensão de areia na Praia do Cassino, em Rio Grande. Biólogos explicam que geralmente, o acumulo destes animais na areia envolve indivíduos que morreram após a reprodução. Este fenômeno é esperado para entre os meses de novembro e o início de dezembro, e não até janeiro. Os altos volumes de chuva seriam uma das explicações para este movimento estar mais intenso agora.
No entanto, a situação já causou centenas de casos onde pessoas sofreram ferimentos no Estado nesta estação. Durante sua participação diária dentro da Operação Verão, direto do litoral gaúcho, o Tenente Paulo Roberto, dos Bombeiros, explicou que já são 978 casos de queimaduras neste ano, somando todas as áreas. Há pontos com bandeira roxa, sinalizando o problema e alertando que os banhistas não entrem na água. Uma solução com vinagre é aplicada para neutralizar as toxinas, mas casos onde a pessoa tem febre demandam até mesmo cuidados médicos, alertou.
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