Polícia Civil de Pelotas realiza operação em Passo Fundo contra golpistas do conto do bilhete
Na manhã desta sexta-feira (29) uma operação de combate ao golpe do bilhete cumpriu 5 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em Passo Fundo.
A ação, denominada “Operação Stellio”, foi realizada pela Delegacia de Polícia de Pelotas, sob coordenação da delegada Lisiani Mattarredona, titular da DP, e com apoio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), coordenados pelo delegado Diogo Ferreira.
Falando na Uirapuru, a delegada Lisiani Mattarredona explicou que a operação foi desencadeada após uma investigação que iniciou há cerca de um ano, onde situações de estelionato na modalidade golpe do bilhete fizeram várias vítimas em Pelotas e na região central do Estado.
De acordo com a delegada, as investigações identificaram membros de uma quadrilha que agia nesta modalidade de estelionato e eram todos de Passo Fundo. Ela citou diversos exemplos de golpes que aconteceram no ano passado, como um em novembro, onde uma pessoa perdeu R$ 250 mil, caindo no golpe de um indivíduo de Passo Fundo, com extensa ficha criminal, que já estava em prisão preventiva em Guarapuava, no Paraná.
Outro passo-fundense foi preso cometendo o mesmo tipo de delito e também está em prisão preventiva, mas em Soledade. No decorrer destes dois casos, mais duas pessoas foram identificadas após usarem cartões de vítimas para compras em Pelotas. Os dois também foram identificados e presos, com extensa ficha criminal. Outro que foi identificado cometeu o golpe do bilhete em dezembro, totalizando 5 mandados de prisão. Todos já estavam detidos antes dos mandados.
Mercadorias compradas com o cartão de vítimas também foram apreendidas. Em Caxias do Sul, quatro mandados foram cumpridos e um homem preso em flagrante pela posse de duas armas de fogo. Em Gravataí e Alvorada também foram realizados dois mandados.
Em Passo Fundo, o objetivo da operação foi o cumprimento de mandados com pessoas envolvidas no estelionato por receberem depósitos através do conto do bilhete. Os nomes dos presos não foram liberados pela delegada para não comprometer o andamento dos inquéritos.