Operação Mala Preta: vice-presidente do Esporte Clube Passo Fundo defende ausência de irregularidades
Na manhã de ontem (02) o Esporte Clube Passo Fundo foi alvo de uma grande operação do Grupo de Atuação Especial ao Crime Organizado do Ministério Público. Policiais do 3° BOE auxiliam no cumprimento de mandados de busca e apreensão no estádio Vermelhão da Serra e em duas residências de pessoas que trabalham com as equipes das categorias de base do time.
A operação, desencadeada na capital, tem o nome de “Mala Preta”. Um homem foi preso em Passo Fundo durante o cumprimento de um mandado, por ter sido encontrada uma espingarda em sua residência. Foi liberado após pagar R$ 1.900,00 de fiança.Mandados também foram cumpridos na Secretaria de Esportes do Estado do RS, em Porto Alegre.
A investigação denuncia o desvio de verbas públicas de incentivo ao esporte, do programa Pró-Esporte, um sistema de apoio de empresas, ao esporte, através de patrocínios. As contrapartidas são isenções fiscais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O clube teve o primeiro projeto ‘engavetado’ pelo Pró-Esporte por duas vezes, em 2014 e no início de 2015.
No final do ano passado, a mesma proposta, só que avaliada no dobro do valor (R$ 800 mil), foi aprovada.O esquema tinha como peça central, pagar propina a servidores públicos para que eles liberassem a verba ao clube. O clube então devolvia uma parte deste dinheiro para os envolvidos.
O vice-presidente do Esporte Clube Passo Fundo, o promotor Marcelo Zeni, afirmou que o clube não tem nenhum problema e que os recursos recebidos estão previstos na lei. Ele explica que uma pessoa realizou uma denúncia de irregularidade no clube para o MP.
Salienta que desde fevereiro o time recebe recursos públicos de um programa do governo do Estado, restrito as categorias de base. Atualmente o Esporte Clube Passo Fundo compete em três categorias de base, uma equipe na SUB-15 e duas na SUB-17.