Operação Leite Compen$ado: confira onde os produtos adulterados eram entregues
As Promotorias de Justiça Especializada Criminal e de Defesa do Consumidor da Capital, com apoio da Brigada Militar, da Receita Estadual, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e participação do Ministério Público de Santa Catarina, deflagram nesta quarta-feira, 3, a sétima fase da Operação Leite Compen$ado.
16 pessoas foram presas e uma está foragida. Foram cumpridos ainda 17 mandados de busca e apreensão em seis cidades da região norte do Estado (Erechim, Jacutinga, Maximiliano de Almeida, Gaurama, Viadutos e Machadinho). A Rádio Uirapuru acom panhou a coletiva através do Acácio Silva e Claudionor Ramos.
Segundo o MPE, o esquema teria início com produtores de Viadutos, Machadinho e Maximiliano de Almeida, que colocavam água e sal no leite. O leite seria coletado pela empresa Transportes Rafinha, que tem como sócios Walter Roberto Krukowski e Paulo César Bernstein. A dupla também é apontada como responsável por dirigir os caminhões, assim como os funcionários da empresa Divonir Longo Rambo, Sidmar Ribeiro Rodrigues, Indionei Eliezer de Souza, Genoir Roque Hojnowski, Paulo César Ruhmke e Matheus Alberto Burggraf. O ganho com a fraude seria dividido entre produtores, empresários e motoristas.
Na etapa seguinte, o leite chegaria nos postos de resfriamento Rempel & Coghetto Ltda, em Jacutinga e, outro da Cooperativa Tritícola Erechim Ltda (Cotrel), em Erechim. Segundo o MP, o proprietário do posto de Jacutinga, Amauri Rempel, fazia parte do esquema, assim como as laboratoristas Andresa Segatt e Elizete Marli Bessegato. Arino Adalberto Adami, responsável pelo poço de resfriamento da Cotrel, e Angelo Antonio Paraboni Filho, diretor da Cotrel, também faziam parte do esquema.
Participaram da Operação o Subprocurador-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, Ivory Coelho Neto, além dos Promotores de Justiça da Especializada Criminal, Mauro Rockenbach, de Defesa do Consumidor, Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, e de Gaurama, Stela Bordin.
Há 62 laudos do Mapa apontando adição de água no leite coletado, entre outras fraudes. Conforme as investigações, os presos – tanto os produtores quanto os motoristas – adicionavam sal ao leite com água para ampliar o ponto de congelamento do alimento e mascarar a fraude econômica.
Segundo as investigações, a regra era a adição de água na proporção de 10% do volume. No entanto, alguns produtores chegaram a adicionar 200 litros de água em 500 litros de leite (produção média diária das propriedades), uma adulteração de até 40%. O valor resultante da fraude era dividido mensalmente entre produtores, motoristas e empresários.
Depois de adulterado, o leite era entregue em dois postos de resfriamento: Rempel & Coghetto Ltda, em Jacutinga, e Cotrel (Cooperativa Tritícola Erechim Ltda), em Erechim. Faziam parte do esquema o proprietário do posto em Jacutinga, Amauri Rempel e as laboratoristas Andresa Segatt e Elizete Marli Bessegato, bem como os sócios da Cotrel, Arino Adalberto Adami e Angelo Antonio Paraboni Filho.
Os responsáveis pelas empresas tiveram as prisões preventivas decretadas por receberem o produto adulterado e não informarem ao Mapa da fraude. As laboratoristas eram as encarregadas de fazer alterações ou omitir dados nas planilhas de análises de leite para o controle posterior do Mapa.
Destino dos leites da Cotrel
• DPA – Nestlé , em Palmeiras das Missões, Rio Grande do Sul;
• Cootal, Taquara, no Rio Grande do Sul;
• Aurora, em Pinhalzinho, em Santa Catarina;
• Kerlac, Rio Fortuna, em Santa Catarina;
• Laticinios ME, em Coronel Vivida, no Paraná
• Laticínio IPÊ.
Destino dos leites da Rempel & Coghetto Ltda
• BRF, de Teutônia, no Rio Grande do Sul