Operação Consumo Legal: agentes flagram irregularidades em diferentes estabelecimentos em Passo Fundo
A grande Operação Consumo Legal, desencadeada ontem (13) em Passo Fundo, chamou a atenção da cidade para coibir crimes contra o consumidor em diversos tipos de comércio da cidade. Logo nas primeiras horas da manhã, dezenas de agentes da Polícia Civil se dividiram para seguir com os órgãos fiscalizadores de cada setor, até estabelecimentos denunciados pela população.
Foram feitas abordagens de fiscalização em mercados, restaurantes, açougues, farmácias e postos de combustível. A ação conjunta envolveu o Departamento Estadual de Investigações Criminais, Delegacia de Polícia de Defesa do Consumidor, Polícia Civil, Conselho Regional de Farmácia, Secretaria Estadual de Agricultura e Pecuária, Agência Nacional de Petróleo e a Vigilância Sanitária Municipal.
Toda a operação foi coordena pelo delegado da 1ª DP, Diogo Ferreira e pelo delegado da Delegacia do Consumidor, Rafael Liedtke.
Durante a fiscalização, o proprietário de uma farmácia foi preso. A farmácia está localizada ao lado Hospital da Cidade, quase esquina da Rua Uruguai com a Tiradentes. Foi constatado que no local eram vendidos medicamentos de maneira fracionada, remédios vencidos, sem nota fiscal e eram armazenados em local inapropriado. Uma grande quantidade de medicamentos foi apreendida. O dono da farmácia e o farmacêutico foram presos em flagrante por tráfico de drogas.
Também um frigorífico irregular teve três toneladas de carne, vinda do Mato Grosso, apreendias por não possuir nota e atividade irregular. Um restaurante no centro foi interditado por ter esgoto a céu aberto na cozinha.
Em entrevista na Uirapuru, o delegado Rafael Liedtke explicou que as empresas alvo foram escolhidas com base em denúncias recebidas nos últimos meses. Destacou que a questão de medicamentos sem procedência foi o mais grave da operação, que contou com o apoio dos diferentes órgãos.
O setor dos postos de gasolina foi outro amplamente fiscalizado, com cinco estabelecimentos visitados pelos agentes. Quem realizou a aferição das bombas e conferiu a originalidade da gasolina foram os fiscais da Agência Nacional do Petróleo.
A Uirapuru conversou com o responsável pelo setor de fiscalização do órgão, Mauro Laport, que destacou o pedido da Polícia Civil para a fiscalização. Foram verificados documentos, além da aferição da mistura de álcool na gasolina, presença de impurezas e outros, sendo que nos cinco postos, nada de errado foi encontrado.
Nos testes, ficou provado que os postos entregam gasolina dentro da especificação e as bombas reguladas corretamente, ou seja, o cliente paga por um litro e recebe exatamente este volume. Destacou que a fiscalização ocorre de forma rotineira e a região não traz resultados preocupantes quanto a adulteração.