Ônibus podem parar de circular em bairros com mais assaltos
Os assaltos a coletivos urbanos foi tema de Audiência Pública realizada na noite de quarta-feira (30), na Câmara de Vereadores. A Comissão de Bem-Estar Social (Cebes) reuniu trabalhadores de setor, empresas prestadoras do serviço, judiciário, segurança pública e comunidade para tratar dessa problemática que vem tornando a atividade cada vez mais perigosa. “Os assaltos têm sido motivo para os casos de demissão e afastamento nas empresas”, frisou Miguel Silva, do SINDURB. A categoria não descarta deixar de trabalhar nos bairros onde ocorrem mais assaltos em determinados horários.
O presidente da Cebes, vereador Sidnei Ávila, reiterou que o policiamento precisa ser reforçado. Destacou também ações contra a drogadição, já que a maioria dos ataques a coletivos tem como autores dependentes químicos. “O município necessita de mais núcleos de policiamento comunitário, pois este tipo de ação tem dado bons resultados nos bairros. Temos somente seis núcleos em Passo Fundo, enquanto em Caxias do Sul, por exemplo, em que o índice de violência é menor, existem 26 postos”, disse. O promotor Marcelo Pires diz que Passo Fundo é uma das cidades mais violentas do estado, acrescentando que aumentar o contingente policial e intensificar o patrulhamento em pontos específicos poderia ser uma ação contra os assaltos. “Temos uma atuação efetiva como Ministério Público nesta questão, mas só podemos agir de acordo com a legislação”, enfatizou.