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Polícia

Onde está Márcia Cristina Ramos? Sumiço da passo-fundense já completou oito meses

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Esse é um dos desaparecimentos que mais chama a atenção na cidade de Passo Fundo. De um lado uma mãe dilacerada e de outro muitas dúvidas: “fugiu? foi sequestrada? está viva?”

A Delegacia de homicídios e de Proteção à Pessoa de Passo Fundo (DHPP) trabalha no caso desde o registro do desaparecimento, já fez diligências, ouviu algumas pessoas e possui até uma suspeita que a vítima tenha desaparecido por vontade própria.

Márcia tem 42 anos. Sua mãe destacou que dias antes do desaparecimento ela estava muito nervosa e com sintomas de depressão. Nas redes sociais da mulher, nada de anormal foi encontrado. A mãe relata que ela tinha poucos amigos e ficava sempre por casa. Márcia Cristina Ramos de Moraes tem um metro e sessenta e está com o cabelo grisalho.

OITO MESES DEPOIS

A mãe de Márcia, dona Natércia Ramos, 68, mais uma vez pediu ajuda à Rádio Uirapuru para a localização da sua filha.

Em conversa com o repórter Bruno Reinehr, Natércia contou a história de vida da sua filha, explicando que ela nasceu e se criou em Passo Fundo, na Vila Luiza, era uma mulher calma, carinhosa, nunca teve um namorado e colocava a família sempre na frente, pensando primeiro na mãe ou no irmão mais velho antes de si mesma.

Sem chão, chorando o tempo todo, a mãe de Márcia insiste em dizer que a filha não saiu de casa por vontade própria. Ela afirma e reafirma que viu um carro chegando na casa dela e levando a Márcia. Questionada sobre um possível motivo de ser raptada, Nércia fica em silêncio, diz não saber e novamente começa a chorar.

Clamando por ajuda, a mulher chega mandar um recado para a filha: “minha filha, pelo amor de Deus, eu sei do teu sofrimento, das tuas dores e hoje sou eu que sofro por você, pensando em ti. Minha vida está se acabando aos poucos. Perdi um pedaço de mim. Volta, por favor, volta, meu verdadeiro amor”, em prantos pontuou dona Nércia.

Muitas vezes apresentando frases desconexas, Nércia contou que após o desaparecimento da filha, seu outro filho também chegou ficar meses fora de casa. Ela acredita que ele pode estar correndo algum tipo de risco, porque não teria falado nada sobre o tempo em que passou longe, mas ela não deu detalhes sobre esse “sumiço”. Nenhuma ocorrência policial foi registrada, segundo Nércia.

A Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa de Passo Fundo destaca que segue trabalhando no caso, ainda trabalhando na hipótese de que Márcia tenha saído de casa por vontade própria, mas sem saber o que aconteceu após ela desaparecer.

Segundo a polícia, o nome e dados da desaparecida está no sistema da polícia de todo o Brasil, mas desde a data do ocorrido nenhuma nova pista foi descoberta.

A mãe da desaparecida informou que “Deca”, apelido em que Márcia era conhecida, tinha pressão baixa e outros problemas de saúde.

Até o momento, o caso segue sendo um mistério.