Obter vantagens e prestígio estão entre as principais causas que levam as pessoas a mentir afirma especialista
Nesta semana, no Programa “Emoção e Afeto, Comportamento”, os psiquiatras Carlos e Érico Hecktheuer continuaram a debater a mentira e todas as suas implicações. Segundo Dr. Carlos, a obtenção de vantagens ou de prestígio são as razões mais comuns que levam pessoas a mentir, no dia-a-dia.
Conforme explicou, ter prestígio, ser valorizado são conseqüências importantes para quem vive em sociedade. Uma pessoa que não é valorizada pelas suas ações e que, além disso, é criticada, por ser considerada incompetente porque não é capaz de realizar uma determinada tarefa, pode desenvolver o que se chama de baixa auto-estima. Auto-estima pode, portanto, estar relacionado à mentira.
Uma pessoa com uma baixa auto-estima, não confia, não tem segurança ou não valoriza aquilo que sabe fazer ou aquilo que possui e, por essa razão, pode mentir. Ela mente, por exemplo, dizendo que possui coisas e bens que não são seus, sobre sua idade, sobre o que é capaz de fazer.
Conforme frisa são os mentirosos contumazes, que acreditam nas próprias mentiras. É importante, no entanto, observar que mentir não é aprovado socialmente, nem tão bom e fácil como parece, ressaltou Dr. Érico. A pessoa que mente assim, tem dificuldade de assumir o que faz e com isso sua vida fica estacionada. Ela não vive de verdade e muitas vezes a mentira pode ser o sintoma de que algo não vai bem.