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Cidade

Obras de saneamento avançam e Corsan projeta ampliar cobertura de esgoto em Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

Com obras visíveis em diferentes regiões de Passo Fundo, o saneamento básico tem protagonismo de destaque no município.  A ampliação das redes de esgoto e os investimentos em infraestrutura refletem uma exigência do novo marco legal do setor, que impõe metas rigorosas para os próximos anos.  Nesse contexto, o gerente regional de Relações Institucionais da Corsan , Aldomir Santi, detalhou o cenário atual e os desafios da chamada “corrida do saneamento” ao vivo na Uirapuru. Santi explicou que a companhia precisa cumprir prazos considerados apertados até 2033, quando deve atingir ao menos 90% de coleta e tratamento de esgoto, além de manter e ampliar o abastecimento de água, que já chega a 99%.

Segundo ele, trata-se de um esforço de grande escala, que envolve a implantação de cerca de 18 mil quilômetros de redes coletoras em todo o estado, exigindo estrutura robusta, equipamentos e planejamento contínuo. No município, os avanços já são expressivos. Santi destacou que, somente neste ano, estão previstos 90 quilômetros de novas redes, com aproximadamente 8.300 ligações e investimento de R$ 66 milhões.  Até agora, cerca de 30 quilômetros já foram executados, mantendo o cronograma.  A expectativa é que Passo Fundo alcance 60% de cobertura de esgoto coletado e tratado até o final do ano, índice acima da média de muitos municípios gaúchos.

Ele também ressaltou que o sistema vai além da instalação de tubulações.  Para garantir o funcionamento adequado, são necessárias estações de tratamento e dezenas de elevatórias, responsáveis por transportar o esgoto entre diferentes pontos da cidade. Atualmente, várias frentes de trabalho atuam simultaneamente em bairros como Valinhos, Vera Cruz e Petrópolis, o que explica a intensidade das intervenções nas vias urbanas. Sobre a ligação dos imóveis à rede, Santi alertou que os moradores devem aguardar a notificação oficial antes de realizar a conexão.

Após o aviso, há prazo inicial de 30 dias para a ligação. Caso não seja feita, pode haver cobrança pela disponibilidade do serviço. Ele também destacou que conexões antecipadas podem gerar problemas, como extravasamentos, quando a rede ainda não está em operação. Em relação ao abastecimento, Santi avaliou que o sistema enfrentou bem o último verão, mesmo com períodos de estiagem.  As barragens estão em níveis adequados e, no momento, não há necessidade de medidas emergenciais.

No entanto, áreas de ocupação irregular ainda apresentam dificuldades no fornecimento, situação que está sendo gradualmente regularizada. Por fim, ele enfatizou que a companhia também atua na redução de perdas de água, com meta de diminuir o índice de 47% para 35% até 2033, além de investimentos na substituição de hidrômetros e recuperação de vias afetadas pelas obras, como o recapeamento da rua General Osório.