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Geral

O rádio está de luto

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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“Você diz que não gosta, mas gosta. Você diz que não ouve, mas ouve.”

Assim começava o programa matinal do radialista Júlio Rosa. O negrão, como era carinhosamente chamado pelos amigos e colegas de imprensa, alvoroçava a cidade com suas idéias mais que revolucionárias: humanitárias.

E todos gostavam.
E todos o ouviam.

Júlio foi referência na cidade de Passo Fundo. Fosse pra brigar com as autoridades cobrando melhorias para o povo ou para conseguir um par de muletas para um ouvinte que não tinha condições. Júlio Rosa sempre esteve do lado do povo. Era o pai do povo. Era o povo.

Era a ele que todos recorriam quando se viam desamparados. Eram os telefones do Júlio que tocavam quando algum cidadão precisava de ajuda.

Era o colo de Júlio que
Julio Rosa da Silva, 68 anos. Foi radialista, vereador, pai, filho, amigo, irmão, ouvinte, repórter, crítico, lutador…

Foi simplesmente Júlio Rosa.