Número de atendimentos nos CRAS de Passo Fundo mais que dobrou após a pandemia
O programa Fala Passo Fundo teve diversos assuntos de interesse da comunidade abordados no último sábado (23), com a presença da Prefeitura. Durante o programa, os ouvintes tiveram a possibilidade de interagir com suas reivindicações ao vivo.
Nesta semana, o Fala Passo Fundo teve apresentação de Luciano Silveira e Saul Spinelli e Elenir Chapuis, da secretaria municipal de Cidadania e Assistência Social (Semcas), como convidados.
Falando na Uirapuru, o secretário Saul Spinelli destacou que muitas pessoas procuram a Semcas para resolver seus problemas e a pasta não tem como passar o problema para frente, por isso sempre busca resolver as demandas de quem precisa. Spinelli declarou que a assistência social de Passo Fundo é gestão plena, ou seja, diferente de muitos outros municípios do Rio Grande do Sul. Devido a isso, o município conta com diversos serviços na Semcas, como o Centro Pop, que é referência para pessoas em situação de rua e é um de apenas cinco em todo o Estado.
O secretário também destaca que a Casa de Passagem de Passo Fundo é referência no Rio Grande do Sul e apenas no ano passado teve mais de 24 mil refeições entregues às pessoas que vem de outras cidades ou que estão aqui e precisam do serviço. Saul Spinelli conta que os números de atendimentos aumentaram no local, já que os almoços, que eram entregues de 15 a 16 vezes por dia, teve dias recentemente que chegaram a até 45, porque a Casa de Passagem é um instrumento organizado e equipado para atender todos.
O secretário relata ainda que em 2019 os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) do município registravam cerca de 19 mil atendimentos, isso antes da pandemia. Hoje, esse número está em mais de 42 mil, ou seja, mais que dobrou.
A secretária-adjunta Elenir Chapuis afirmou que a Assistência Social trabalha com questões preventivas quanto a violações de direitos. O primeiro movimento que a pasta faz é através de equipes de abordagem e de atendimento nos CRAS.
Segundo a secretária-adjunta, o trabalho da pasta também é identificar o que leva pessoas à situação de vulnerabilidade. Vários fatores precisam ser observados e, após identificados, são enfrentados através do atendimento da assistência social para saber qual o melhor encaminhamento que se pode fazer.
Elenir afirma que o auxílio a quem mais precisa é um movimento conjunto, que parte da política pública, mas também precisa ter o apoio de quem quer ser ajudado.