Número de adoção de crianças por casais homoafetivos têm crescido nos últimos no Brasil
Em uma decisão inédita do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2015, a ministra Carmem Lúcia reconheceu o direito de um casal homoafetivo realizar a adoção de uma criança. Desde então, nos últimos anos casos de adoção por casais do mesmo sexo tem se tornado mais comum no Brasil.
Em entrevista na Uirapuru o presidente do grupo Adotchê Rogério Tirapelle disse que as adoções por casais homoafetivos é um grande avanço e não há mais como retroceder. Ressaltou que está ocorrendo um aumento significativo e cotidiano de casais que estão se habilitando para as doações.
Contou que o grupo Adotchê, já conta com diversos casais habilitados para adoção. O presidente explicou ainda, que a adoção é permitida também para qualquer pessoa individualmente considerada e não precisa necessariamente ser casado ou casada com alguém.
Tirapelle frisou que em todos os casos de adoção os critérios levados em consideração são os mesmos. Sobre a fila de adoção, o presidente disse que a fila tem diminuído conforme o sistema avança. Ele disse que a principal dificuldade na adoção está para a idade das crianças que estão aptas para serem adotas, pois na maioria das vezes os casais querem crianças até três anos.
O presidente ressaltou a importância de se falar em adoção tardia que são os casos em que as crianças mais velhas tenham a chance de serem adotadas./