Novo Presídio de Passo Fundo terá papel relevante em desafogar sistema prisional
Na manhã da última quarta-feira (16) a reportagem da Rádio Uirapuru acompanhou o andamento da obra da nova cadeia pública de Passo Fundo. A unidade fica às margens da BR-285, próximo da divisa com o município de Carazinho. Os trabalhos na área iniciaram ainda no mês passado com a terraplanagem do terreno. Agora o local recebe os módulos de concreto que compõe a estrutura das celas. Cada um destes espaços terá capacidade de oito presos. Elas são fixadas lado a lado, totalizando 12 celas, sendo seis em cada lado. O bloco todo é formado por dois prédios, com 24 celas no total mais a área de convivência para os apenados.
A nova cadeia pública será formada por 32 prédios e terá capacidade para 800 presos. Um diferencial da nova unidade é que as celas não terão tomadas, dificultando o uso de celulares. A nova unidade prisional é destinada a presos do sexo masculino e deve entrar em operação no ano de 2026. A Uirapuru conversou com Jorge Pozzobom, que é Secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo do Rio Grande do Sul. O Secretário disse que construir presídios é importante, pois quem comete o crime precisa de um local para pagarem sua pena, a fim de que, no futuro, saiam regeneradas.
Ao mesmo tempo os servidores precisam de espaços adequados para atuarem. Reconheceu que a obra chega tarde frente á demanda, mas ressaltou que trata-se de um projeto modelo e inovador. Todos os critérios de segurança pública para servidores e população serão seguidos neste novo presídio. Todo o local será fechado por tela, impossibilitando drones e arremessos. Destacou que o Estado ultrapassou a casa de 50 mil apenados cumprindo sua pena. As novas vagas em Passo Fundo chegarão com outras obras, como a nova unidade prisional de Caxias do Sul, que terá obras em breve.
Ainda sobre a segurança, disse que já foram instalados bloqueadores de celular em 12 presídios e terá em breve 24 presídios com este sistema no Estado. Os equipamentos dependem da liberação da ANATEL. Disse também que construir presídios é cuidar da sociedade, pois oferece espaços para quem erra pagar sua pena e manter assim, neste processo, o restante da população sem o criminoso nas ruas. Questionado sobre como manter os novos presídios sem superlotação, trouxe a informação que Erechim terá um novo presídio construído, com capacidade de 1200 novas vagas prisionais, atendendo a região.