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Política

Novo presidente da Assembleia Legislativa assume com a missão de unir parlamentares antes de votação

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

A nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Rio Grande para o período 20182019 tomou posse nesta quinta-feira (1º), em Porto Alegre. A sessão solene de eleição e posse dos membros ocorreu no Plenário 20 de Setembro, com a abertura do então presidente, Edegar Pretto (PT).

 

A Rádio Uirapuru acompanhou tudo com flashes ao vivo através do jornalista Tiago Bitencourt e Ieda Almeida.

 

Por acordo de lideranças, a chapa única teve como presidente no último ano da 54ª Legislatura o deputado Marlon Santos (PDT). Natural de Cachoeira do Sul, Marlon Santos tem 18 anos de experiência na política, foi prefeito e está em seu terceiro mandato de deputado estadual. A cadeira de 1º vice-presidente ficou com Juliano Roso (PCdoB), que é um dos representantes de Passo Fundo no Legislativo estadual e está em seu primeiro mandato.

 

Compõe ainda a chapa única: 2º vice-presidente o deputado Nelsinho (PT), 1º secretário o deputado Edson Brum (PMDB), 2º secretário o deputado Frederico Antunes (PP), 3º secretário a deputada Zilá Breitenbach (PSDB) e 4º secretário o deputado Maurício Dziedricki (PTB).

 

Deixando o cargo de presidente da Assembleia, o deputado Edegar Pretto (PT) falou sobre os desafios de Casa em tempos de crise e turbulência política. Pretto destacou que a união entre os deputados e partidos é benéfica para a política e o povo gaúcho e isso precisa ser alcançado o mais breve possível.

 

Falando na Uirapuru, Edegar Pretto avaliou como reforçada sua relação com Passo Fundo ao longo do ano em que foi presidente da Assembleia, estando mais perto das demandas da cidade. Afirmou que a casa dos gaúchos não pode ter portas fechadas e foi isso que exaltou quando atendeu minorias, questões habitacionais, agrárias e demandas que vieram principalmente do interior.

 

Para o deputado ele sai do cargo deixando a certeza de uma missão cumprida e seguirá ao lado do povo. Reiterou que é preciso amplo debate para tomar uma decisão que mudará a vida dos gaúchos por muitos anos.

 

Representando Passo Fundo, o deputado Juliano Roso, (PCdoB) agradeceu ao povo passo-fundense por ter proporcionado a ele sua vida política, que chega agora na Assembleia. Afirmou que vai lutar por Passo Fundo, pelas demandas da região e pela geração de empregos através do fomento empresarial e desenvolvimento. Juliano falou ainda que é preciso superar a crise com diálogo.

 

Questionado sobre o excesso de oposição ao Governo Sartori, Juliano afirmou que há muito adotou o bem maior do Rio Grande do Sul, acima de ideologias, tanto que votou favorável a 90% dos projetos que, no seu entendimento, beneficiaram os gaúchos, ainda que colocados pela oposição política. O problema, conforme o parlamentar, são os 10% de projetos equivocados e que podem trazer grandes prejuízos. Para Juliano somente através da união entre os parlamentares é que a crise será deixada para trás.

 

Juliano se posicionou contrário ao pacote de recuperação fiscal proposto pelo governo e que deve ser votado na próxima terça-feira. Para o deputado, os juros vão tornar a dívida maior no futuro, o pobre, que possui um carro hoje isento de impostos terá que pagar o IPVA e os custos do ICMS atingirão a todos, massacrando ainda mais os gaúchos.

 

O deputado Vilmar Zanchin (PMDB) exaltou a gestão compartilhada na Assembleia. Isso mostra que todos estão unidos em prol do Rio Grande, deixando diferenças de lado e acredita em um ano de atuação tranquilo após o momento decisivo que será a próxima terça-feira.

 

O deputado Eduardo Loureiro (PDT) reiterou que o presidente tem o dever de colocar a Casa em ordem e dentro do diálogo, o que certamente será feito por todos que formam uma unidade. Porém o momento é decisivo e pede uma votação pelo projeto de qualquer forma, sem manobras, ainda que legais, para trancar a pauta.

 

Marlon Santos pede oposição diante de pontos prejudiciais exigidos pelo governo federal

 

Em seu pronunciamento como presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Marlon Santos fez um discurso apaziguador e, em relação a dívida do Estado, afirmou que é preciso deixar muita coisa de lado para tomar a melhor decisão para o povo.

 

A primeira missão será a conciliação entre os poderes. Afirmou que não terá clima diante da conturbação dos parlamentares e essa situação é um sintoma de problema grave. Disse que é preciso deixar as diferenças de lado para trabalhar juntos. Reconheceu que há dificuldades, mas algumas coisas devem ser mudadas para o Estado não ficar engatinhando diante do governo Federal.

 

Chamou atenção para alguns pontos do plano de reajuste proposto pelo Estado para que o povo não seja lesado. Para Marlon é preciso cautela diante de problemas como congelamento de reajustes aos servidores.

 

Destacou que não há como chegar a um policial ou professor e avisar que os salários serão congelados, além de parcelados. Contra isso é preciso se levantar e não aceitar tudo que o governo Federal propõe.