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Trânsito

Nova linha de crédito por parte do governo mostra que caminhão não se paga no Brasil, diz representante da categoria

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Nesta terça-feira (16) o Governo Federal anunciou uma série de medidas para os caminhoneiros, incluindo uma linha de crédito específica para motoristas autônomos e um investimento de R$ 2 bilhões em obras e manutenção de rodovias. O anúncio aconteceu após o presidente Jair Bolsonaro determinar a suspensão do aumento de 5,7% no preço do diesel nas refinarias, na semana passada, numa tentativa de dissipar rumores de nova paralisação da categoria. O Governo também anunciou a criação de uma linha de crédito específica para os caminhoneiros autônomos, de até R$ 30 mil, para compra de pneus e manutenção dos veículos.

Segundo o Ministro-Chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, serão R$ 500 milhões disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nesta primeira fase e poderão tomar empréstimo pessoas que tiverem até dois caminhões por CPF.

Falando sobre o assunto na Uirapuru, o representante dos caminhoneiros da região, Ângelo Alérico, afirmou que essa não era uma reivindicação da categoria, os trabalhadores querem melhores condições de trabalho e que o frete seja compensador.

Alérico disse que liberar linhas de créditos para compra de pneus e manutenção do veículo só comprova que o caminhão não está se mantendo. É necessário, de acordo com o representante, que a tabela de fretes seja reajustada para tornar-se viável trabalhar com transporte no Brasil, caso contrário, os caminhoneiros terão que parar com a atividade.

O representante da categoria explicou que o caminhoneiro, ao solicitar uma linha de crédito para colocar o veículo em dia, só está adiando a dívida, pois, segundo ele, é preciso que o caminhão se mantenha com o dinheiro do frete.

Sobre o investimento em melhorias nas rodovias brasileiras, Alérico disse que essa é uma obrigação do Governo Federal, pois os motoristas pagam diversos impostos, portanto a categoria não vê como uma medida para agradar a classe.

Ângelo disse que, se o aumento de 5,7% no diesel vir a ser confirmado, o trabalho ficará inviável e o futuro do frete no país será incerto.