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Polícia

Nova investigação conclui que Odilaine Uglione cometeu suicídio

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Na manhã desta sexta-feira (18), a Polícia Civil divulgou a conclusão do inquérito sobre a morte de Odilaine Uglione, mãe do menino Bernardo, morta em 10 de fevereiro de 2010. Após pedido do Ministério Público, o inquérito foi reaberto em maio de 2015. Na investigação, os policiais concluíram que ela cometeu suicídio, hipótese já trabalhada no primeiro inquérito. 

 

O delegado Marcelo Lech, da 2ª Delegacia de Polícia (DP) de Santa Rosa, não encontrou indícios de que Leandro Boldrini tenha envolvimento na morte da ex-mulher. A investigação isentou Boldrini, o principal suspeito, de qualquer responsabilidade pela morte de Odilaine. Ela não possuía seguro de vida e não estava sob efeito de medicamentos. 

 

No entanto, o inquérito de mais de 1,5 mil páginas demonstra o relacionamento conflituoso do casal e o descaso do médico nos cuidados da saúde mental da ex-mulher que, segundo testemunhas, sofria de distúrbios psicológicos.

 

Testemunhas disseram para a polícia que Odilaine havia tentado tirar a própria vida duas vezes antes. Ela ainda falou um dia antes do ocorrido que cometeria suicídio. O delegado tentou apurar na investigação se Boldrini induziu, instigou ou auxiliou a ex-mulher a atirar contra si mesmo, o que não se comprovou.

 

Problemas psicológicos

Conforme informações, um dia antes de cometer suicídio, Odilaine esteve em um centro espírita. Ela disse várias vezes para a mulher que lhe atendeu que iria se matar. “Odilaine foi até o local completamente desesperada, transtornada, relatando a questão do divórcio e que Leandro teria outra mulher, sendo que a ideia fixa de Odilaine era o suicídio”, relatou a mulher em depoimento.

 

Outro depoimento dá conta de que, horas antes do suicídio, durante o almoço, Boldrini e Odilaine discutiram. Mais uma vez, a mãe de Bernardo repetiu o desejo de se matar.

 

“Odilaine estava no escuro, deitada em um canto da cama de Bernardo, aos prantos e, transtornada, disse que não queria viver mais”, descreveu a babá de Bernardo, Nelci de Almeida e Silva, aos investigadores. “Assim como o Leandro pode escolher o que é bom para ele, ficar longe da família, eu tenho o direito de escolher o que é bom para mim. E eu escolhi morrer”, teria desabafado Odilaine.

 

Instantes depois, Odilaine teria pedido que Nelci cuidasse de Bernardo – e saiu de casa.