No Sem Segredo, maioria dos ouvintes dizem ser solidários e criticam autopromoções em redes sociais
Momentos difíceis, como a pandemia, fazem aflorar diversos sentimento, entre eles o solidariedade. Pessoas, empresas, entidades se unem na doação de alimentos, roupas e até dinheiro.
Nos últimos meses, movimentos de solidariedade se tornaram mais frequentes, tendo em vista, todas as dificuldades que a pandemia do coronavírus trouxe para milhares de brasileiros. Por isso, o Sem Segredo do último sábado (09) perguntou: você é uma pessoa solidária sempre ou só em momentos difíceis? Participaram do programa a secretária municipal de Cidadania e Assistência Social, Elenir Chapuis e por telefone o psiquiatra Jorge Salton.
A maioria dos ouvintes disse que a solidariedade faz parte da rotina e não acontece só em momentos difíceis. Porém muitos também falaram que o que se percebe bastante é um assistencialismo ao invés de solidariedade, pois autopromoção é intensa nas redes sociais. Destacaram também que é neste momentos que se percebe o tamanho da fragilidade da sociedade. Afirmaram que para ser solidário não é necessário que as ações sejam divulgadas.
Ouça o que disse os ouvintes:
A secretária municipal de Cidadania e Assistência Social, Elenir Chapuis explicou que o principal papel da secretaria é garantir direitos básicos para as pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade social. A secretária contou que foram surpreendidos muito que assim que houve os decretos e a necessidade do distanciamento social, as pessoas começaram uma corrente de solidariedade na cidade. Elenir também concordou que em muitas vezes pode haver um exagero na autopromoção e nas divulgações, o que não é tão necessário. No entanto, a secretária também disse que é importante que se divulgue algumas dessas ações, pois isso acaba influenciando as pessoas a pensarem em uma forma de ser solidário e contribuir neste momento difícil.
Ouça o que disse a secretária municipal de Cidadania e Assistência Social, Elenir Chapuis:
O psiquiatra Jorge Salton explicou que a solidariedade implica em as pessoas identificarem o que as outras estão precisando e procurar fazer algo por elas, é um sentimento semelhante da compaixão. Disse que notou nos últimos tempos que a solidariedade não existe apenas na vida pessoal, mas também está presente dentro das atividades profissionais. Sobre o momento em que todos estão passando, o psiquiatra disse que pode ser observado que esse sentimento está bastante presente naqueles que trabalhando na área da saúde.
Ouça o que disse o psiquiatra Jorge Salton: