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Geral

No Programa Sem Segredo, ouvintes defendem o respeito às diferenças

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi
Woman showing her blank palm

A Intolerância foi o assunto do Sem Segredo de sábado. 57% das pessoas que responderam a enquete do site disseram não intolerantes e entre os ouvintes que participaram do programa, a maioria prega o respeito às diferenças.

No entanto, na prática, com uma população mundial de quase 8 bilhões de indivíduos, tolerar é quase impossível diante  da diversidade de opiniões, crenças, valores e contextos diferentes.

O desrespeito em razão de opiniões políticas, orientação sexual, religião, nacionalidade, raça, entre outros, acaba, muitas vezes em violências. Por isso, o Brasil, por exemplo, é o que mais mata pessoas LGBTQIA+ e negros.

Do ponto de vista histórico, o doutor em psicologia pela Imed, Jean Von Hohendorff, disse que a sociedade foi formada em grupos que precisaram lutar entre si para alcançar a chamada espécie domintante e, por isso, carrega a ideia de que precisa não tolerar algumas coisas para poder sobreviver, o que acaba gerando situações como o preconceito.

Outro convidado do programa, o jornalista e ativista Cristian Puhl, disse que um dos maiores exemplos de intolerância que a população LBTGQI enfrenta são frases ditas pelas pessoas como “ela não parece gay”, “eu não tenho preconceito, tenho até amigos gays”. Cristian revela uma pesquisa feita recentemente em que o resultado aponta que 8 a cada dez pessoas responderam que a homossexualidade deve ser aceita na sociedade. No entanto, a contrariedade está no fato de que o Brasil é justamente o país que mais mata pessoas LGBTQI.

Ivan Dourado, doutor em sociologia e professor da UPF, disse que historicamente a humanidade sempre criou níveis de intolerância para diferenciar grupos, gerando dificuldade de diálogo e convívio. Segundo ele é importante destacar que nos níveis da intolerância, o preconceito é um deles, mas que como fenômeno cultural é possível reverter através da educação.