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Geral

No Minha Terra, Minha História delegado Almeida fala sobre a segurança hoje e sobre sua carreira em Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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O “Minha Terra, Minha História” desta semana trouxe um pouco da história de um dos mais importantes profissionais da segurança de Passo Fundo. O delegado de polícia Antônio dos Reis Almeida, mais conhecido pelo apelido carinhoso de Almeidão. Hoje com 79 anos, o delegado foi guarda civil, de trânsito, inspetor de polícia e delegado. Formado em Direito pela UPF, foi vice-presidente do Esporte Clube Passo Fundo. Apesar de ter nascido em Porto Alegre, onde concluiu o curso da escola de polícia e de ter sido inspetor em Barra do Ribeiro, foi em Passo Fundo onde construiu sua carreira.

Chegando à cidade aos 41 anos, como Delegado de Furtos, fez história sempre querido por sua equipe e solucionando grandes casos. Foi aqui também que constitui sua família, composta pelos filhos Jussara, Tânia, Eliane, João Antônio, Leandro e mais quatro netos e uma bisneta. Durante os muitos anos que atuou na cidade, chegando inclusive a delegado regional, ele desta como um dos principais casos de sua carreira, a solução do assassinato do empresário local, Paulo Zaffari.

Ele lembra que com o valoroso apoio do seu chefe de investigação na época, o inspetor Luis Vilson de Souza, trabalhou duro na solução do caso, que repercutiu em todo país. O delegado conta que quando ocorreu o crime, peritos de todo estado e do país chegaram a Passo Fundo, trabalharam no caso durante 30 dias e não conseguiram encontrar pistas que levassem ao autor do crime. Atraindo a atenção da mídia, quando os peritos deixaram a cidade, o delegado Almeida garantiu que confiava em sua equipe e que em um mês estaria entregando o culpado. Coincidentemente, 29 dias depois, Almeidão prendeu o culpado, Cleovan Bortolotti.

Enquanto esteve em Passo Fundo, outra boa recordação que traz é da amizade com o escrivão de polícia, que depois se tornou um dos comunicadores mais conhecidos da região, Julio Rosa. O delegado lembrou, ainda, que em sua época havia mais facilidade em trabalhar na polícia, por várias razões. A primeira, segundo frisou, é que o policial vestia a camiseta da categoria, não olhava relógio e virava noite se preciso fosse.

Outra razão seria a maior autoridade conferida aos delegados, hoje conforme salientou, a burocracia mina o bom trabalho feito pelos profissionais da segurança. Sobre a cidade, o delegado fez questão de acrescentar que não teria obtido o sucesso que teve na carreira se toda a comunidade local não o tivesse apoiado.

Ouça a entrevista na íntegra: