No Dia dos Namorados: relações mudaram, mas o amor ainda é essencial
O Programa Emoção e Afeto, Comportamento da última terça-feira (9), apresentado por Camila Knack e o psiquiatra Érico Hecktheuer teve como convidada a psicóloga Kersti Bortolini. A especialista fez uma linha do tempo abordando situações que influenciaram os relacionamentos.
De acordo com a psicóloga, um grande marco foi depois da II Guerra Mundial, quando as mulheres começaram a sair de casa para trabalhar e se alterou a estrutura tradicional da família que até então tinha os papeis bem divididos. Outras mudanças foram ocorrendo no passar das décadas.
Nos anos 60, ela destacou o surgimento da pílula que proporcionou a relação sexual pelo prazer e não mais apenas para a procriação. A partir de 1977, a legalização do divórcio permitiu que se rompesse com o ciclo do “felizes para sempre”.
Nos anos 80, o uso do celular e do computador gerou libertação do tempo real. A partir da década de 90, as medicações para disfunção erétil no homem e reposição hormonal na mulher, possibilitaram mais qualidade de vida por mais tempo.
Entre as transformações mais significativas, Kersti ressaltou o surgimento das tecnologias, nos anos 2000, que possibilitaram a comunicação através das redes sociais na internet como Messenger, Orkut, Facebook, Twitter.
Para a psicóloga, os relacionamentos sofrem transformações numa velocidade muito rápida e, isso, aliado a falta de tempo, traz à tona a questão das relações descartáveis.
A psicóloga enfatiza que, mesmo diante das mudanças, o ser humano precisa da intimidade e destaca que as pessoas precisam saber o que querem, que tipo de relacionamento querem e buscar alguém dentro destas expectativas. De acordo com ela, mesmo com todas as mudanças nos relacionamentos, o amor continua sendo essencial.