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Geral

No Dia da Liberdade de Imprensa, diretor da Abert diz que parte da sociedade ainda não entende papel do jornalista

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Hoje (02) comemora-se o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Para o diretor executivo da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Cristiano Lobato Flores, o grande termômetro de uma democracia consolidada é o grau de respeito que uma sociedade tem em relação a liberdade de imprensa.

Em entrevista à Uirapuru, Flores destacou que, com tudo o que vem acontecendo nos últimos tempos, é preciso debater essa questão. Um relatório recente do Repórter Sem Fronteiras mostrou que o Brasil se encontra na centésima quinta posição dos piores países no que diz respeito à liberdade de informação.

Em 2018, três radialistas foram assassinados no exercício da sua função. Foram registrados ainda 114 casos de violências não letais envolvendo 165 profissionais e veículos de comunicação. Flores ressaltou que o Brasil está equiparado no quesito de liberdade de imprensa a países de nível intolerável, que suportam guerras civis. O indicativo é que não há ainda no Brasil, em grande parte da sociedade, a percepção de que o jornalista nada mais faz do que levar informação à sociedade.

O diretor contou que nas manifestações de cunho político, como no período eleitoral, se notou um grau de intolerância em relação a esses profissionais, inclusive com agressões verbais e físicas. Flores disse que parte da sociedade precisa enxergar o trabalhador que busca levar informação a ela. O segundo ponto que precisa ser mudado é a questão da impunidade. Frisou que o combate à impunidade pelas autoridades competentes é indispensável.

Por fim, ele ressaltou que é necessário começar a discutir sobre a responsabilidade na liberdade de expressão. Se hoje grande parte dos crimes é de cunho ideológico e praticados pela internet, é imprescindível que as plataformas onlines tenham uma legislação sobre a sua responsabilidade no conteúdo ofertado ao público consumidor.