Neurologista explica: ainda não existem métodos eficazes de prevenção contra mal de Alzheimer
O mal de Alzheimer é uma doença que atinge cerca de 44 milhões de pessoas em todo o mundo, as projeções da comunidade médica são que, até 2030, 75 milhões poderão ser afetados pela doença.
Diante desses dados alarmantes, o programa Emoção, Afeto e Comportamento da Uirapuru, com apresentação de Ieda Almeida e Valdir Mello, e participação do Neurologista Cassiano Forcelini, abordou as consequências da doença. Forcelini afirmou que o mal de Alzheimer é uma das principais doenças neurológicas. É a segunda que mais mata no mundo. A medida em que a população vai ficando mais velha, as doenças degenerativas são mais comuns. Estima-se que 40% das pessoas com 90 anos possuem Alzheimer.
Forcelini destacou que ainda não se sabe o que causa a doença, mas ela está aliada ao envelhecimento. Lembrou que o problema, na maioria das vezes, não é hereditário. O mal de Alzheimer tornou-se mais comum nos últimos anos por conta da expectativa de vida que aumentou de forma considerável.
O neurologista explicou que idosos, que não praticam atividade física e mentais, tem maior possibilidade de desenvolver a doença. Porém, ainda não existe uma forma eficaz de prevenção. Forcelini explicou que a Alzheimer é uma demência, ou seja, a pessoa perde a capacidade mental. As memórias mais recentes vão se apagando e ficam as mais antigas preservadas até as fases mais avançadas da doença, onde todas as lembranças se vão.
O médico explicou que problema de memória e Alzheimer são coisas diferentes. Toda pessoa idosa vai ter problemas para lembrar das coisas, mas nem todos tem a doença.