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Nas Entrelinhas: Uso de drones para levar drogas e celulares a presídios cresce desde 2020

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

No quadro Nas Entrelinhas, da Rádio Uirapuru, nesta sexta-feira (8), Mauro Vinícius de Moraes relatou que o uso de drones para entregar drogas, celulares e armas de pequeno porte em presídios brasileiros tem sido um desafio para as autoridades. Segundo ele, desde 2020, são registradas em média duas interceptações ou avistamentos de drones por dia, número que aumentou durante a pandemia, quando as restrições de visitas motivaram a adoção dessa prática por grupos criminosos.

Mauro explicou que, antes, uma das principais formas de entrada de materiais ilícitos nos presídios era por meio de visitas presenciais ou arremessos vindos de áreas externas. Com a limitação das visitas, os drones passaram a ser utilizados, muitas vezes operados a partir de residências próximas aos presídios. Ele destacou que os itens são geralmente entregues à noite, o que dificulta a identificação.

De acordo com Mauro, para combater o problema, algumas unidades prisionais têm adotado medidas como instalação de telas, ausência de tomadas nas celas e uso de equipamentos capazes de detectar e derrubar drones. No Rio Grande do Sul, a Polícia Civil lançou, em junho de 2024, a Operação Razante, visando desarticular grupos que utilizam a tecnologia para abastecer presídios.

O comentarista observou que, mesmo com restrições e bloqueios, detentos encontram maneiras de contornar as barreiras, como adaptações na fiação elétrica para carregar celulares. Ele alertou que “grande parte das organizações criminosas é comandada de dentro dos presídios”, e que, por isso, estados têm investido em tecnologia para reduzir a entrada de materiais ilícitos.

Ouça o comentário na íntegra: