Nas entrelinhas: STF determina bloqueio de R$ 390 milhões em investigação sobre fraudes no INSS
Mauro Vinícius de Moraes destacou que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou o bloqueio de R$ 390 milhões de uma entidade e de seus dirigentes investigados por fraudes em descontos indevidos de aposentadorias e pensões do INSS. Segundo o comentarista, a decisão foi tomada após a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República apresentarem indícios de movimentações financeiras atípicas que indicam lavagem de dinheiro. O bloqueio envolve valores e bens do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos.
De acordo com Mauro Vinícius, o valor bloqueado corresponde aos descontos feitos entre 2021 e 2025. Ele questionou como uma entidade sem fins lucrativos poderia movimentar cerca de R$ 100 milhões por ano sem que houvesse alerta dos órgãos de controle. O comentarista também ressaltou que a decisão do ministro menciona “fundadas suspeitas de relevante participação dos representados nos ilícitos apurados e de atuação de um grupo criminoso organizado para lesar aposentados e pensionistas mediante os descontos realizados”.
Mauro Vinícius ainda observou que o presidente da entidade esteve na CPMI na semana anterior, mas optou por não responder às perguntas, com base em decisão do Supremo. Ele questionou a ausência de prisões preventivas de todos os envolvidos e mencionou que entre os integrantes da diretoria do sindicato está Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O comentarista concluiu que os envolvidos devem responder judicialmente e devolver os valores desviados.
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